COLUNISTA -
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Carlos Tavares é um popular activista na comunidade cabo-verdiana em Rhode Island e militante do PAICV nos Estados Unidos.
VERSÃO ACTULIZADA POR CARLOS TAVARES EM 17.12.09:
Muitos devem se lembrar ainda do meu artigo de opinião sobre a convenção do MpD, sob o título Convenção do mpd foi um autêntico Fiasco. Tal manifestação da liberdade de opinião não caiu bem nos círculos ventoinhas que reagiram de forma violenta, deselegante e insultuosa relativamente à minha pessoa.
No entanto, a verdade foi dita e, coincidência ou não, reconfirmada por um jornal on-line onde trabalham jornalistas de mérito profissional reconhecido. E só um Partido como o MpD, que se julga dono exclusivo da verdade costuma ter semelhante reacção, quando alguém relata factos verídicos, sobre alguma situação que se lhes apresenta desfavorável. Neste caso, esta pessoa ou está ao serviço do PAICV ou falta com a verdade e, por isso, deve ser crucificado. É então que entra em funcionamento as “máquinas assassinas de carácter” do plantão “rabentola”.
No entanto, o objectivo da minha dissertação de hoje tem a ver com algo mais grave e que aconteceu à margem da convenção. Nenhum cabo-verdiano seria capaz de imaginar que um dos membros da delegação milionária, do MpD que visitou Estados Unidos por altura da convenção e encabeçada por Vossa Excelência, teria o desplante de tentar convencer um dos senadores americanos a fazer lobby anti-Cabo Verde em Washington para que o arquipélago não fosse contemplado com o segundo “compacto” do MCA, sob a alegação de que “o actual Governo é corrupto”.
A meu ver, trata-se de uma postura de total falta de seriedade, de sentido de Estado e de uma manifestação clara de anti-caboverdianidade. Mas, nada que a mim, seja capaz de causar estranheza porque tal papel ridículo e patético já tinha sido antes desempenhado, sem sucesso algum, pelo Sr. Agostinho Lopes, aquando da atribuição do primeiro pacote a Cabo Verde.
Triste sina, esta dos ventoinhas, um partido carrapato, que ultimamente tem vivido “bombudo” nos sucessos do Governo, sempre, a tentar tirar uma casquinha. Aliás, tal constatação é evidente, pois um dirigente ventoinha até chegou a afirmar em um programa radiofónico que a deslocação do Dr. Carlos Veiga foi fundamental para o “bis” de Cabo Verde!
Agora, o Dr. Carlos Veiga terá muito que explicar aos cabo-verdianos, aos cabo-verdianos-americanos, aos amigos de Cabo Verde na América que também assumem esta distinção como deles. Para já, aqui na América do Norte o Sr. líder do partido rabentola, passou a ser considerada personna non grata. Mesmo estando totalmente desacreditado perante os organismos internacionais que, simplesmente, têm ignorado o quadro negro e doentio que pinta do País, o Sr. e seus seguidores persistem nesta estratégia de fuga em frente.
A propósito, Vossa Excelência já leu o sétimo Relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), onde são tecidos rasgados elogios às políticas de “gestão prudente” do governo cabo-verdiano que tem permitido resistir à crise global” e abre-se a possibilidade de, mais à frente, ser possível baixar gradualmente as taxas de juro relativamente ao arquipélago?
Por isso, caso não peça desculpas a todos os cabo-verdianos perante estas manobras maquiavélicas e de alta traição face aos interesses dos cabo-verdianos, seremos obrigados a concluir que Vossa Excelência e sua trupe fantoche não se preocupam, nem nunca se preocuparam com as supremas aspirações da Nação cabo-verdiana. Ou será que, no seu entender a única parte da Nação que, realmente, interessa é a constituída pelos seus familiares e amigos? Se for, fica mais fácil entender o facto de o Sr. ter desistido de concorrer à Presidência da República. Na sua óptica canhestra e nepotista, Chefe de Governo deve ser mais lucrativo, não é?