COLUNISTA -
José Cristiano Monteiro é Licenciado em Gestão e tem Mestrado em Administração Pública.
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Não há dúvidas que, quer no território nacional como na diáspora, Cabo Verde tem cidadãos idóneos, capacitados para concorrerem às próximas eleições legislativas/presidenciais e fazer uma boa governação.
Importa escolher o candidato que melhor sirva as aspirações do povo das ilhas, rumo ao desenvolvimento e progresso harmonioso. Esse candidato, deverá ter como principal objectivo o saber congregar/comungar os anseios dos cidadãos e do país.
A nossa comunidade residente nos Estados Unidos da América (EUA), da qual faço parte, tem sido relevante na escolha do titular ao cadeirão do Palácio do Plateau, atendendo que teve impacto no output/outcome das eleições de 2001 e 2006. Quem não se lembra? Embora seja passado, todos os cidadãos atentos devem fazer o máximo possível, para evitar anomalias, nomeadamente fraudes, que perturbem os próximos actos tanto do recenseamento eleitoral como das eleições. É uma tarefa de todos, incluindo a maior comunidade de caboverdianas/caboverdianos no mundo, evitando assim, os dissabores desnecessários. Actuemos responsavelmente nesses processos nomeadamente no recenseamento eleitoral que terá o seu início no próximo mês de Março.
Como é sabido, as eleições presidenciais têm despertado muita atenção, quiçá, pelo pronunciamento/posicionamento de alguns candidatos de grande craveira intelectual, politica, social, e sobretudo, afectos ou próximos das áreas políticas dos dois maiores partidos em presença, porque sem o apoio destes, qualquer candidatura terá dificuldades em atingir o alvo, ou seja, ter sucesso/ser eleito.
A acreditar nos contactos que tenho tido com os meus conterrâneos residentes nos States, a preferência dos afectos ao PAICV parece ser pelo Dr. Aristides Lima, enquanto que os do MpD mostram estar mais inclinados para o Dr. Jorge Carlos Fonseca. A ver vamos.
Penso, que os dois maiores partidos não devem adiar por muito mais tempo o seu apoio aos candidatos que já se mostraram disponíveis, porque esse atraso poderá afectar-lhes na preparação de um calendário aprazado/conveniente de visitas e contactos com os eleitores residentes e na diáspora, com eficiência e eficácia. É um mal que se deve corrigir e cortar pela raiz: deixar tudo para o ultimo minuto (próprio do caboverdiano?).
Neste desabafo, quero fazer referência ao político, poeta, professor, jurisconsulto, ex-membro do governo do MpD, homem da cultura, e sobretudo, conhecedor da Carta Magna, ou seja, da Constituição da República, reúne as características ideais para ser Presidente da República de Cabo Verde. Complementarmente, é de aplaudir, o Dr. Jorge Carlos Fonseca, pela sua contribuição imensa à sociedade cabo-verdiana, nomeadamente no processo da independência, da democracia, e no seu empenhamento na frente diplomática, que levou Cabo Verde a ser membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, no primeiro governo da II República.
Se for eleito, desempenhará uma presidência de alto grau/critério, em preservar, valorizar e promover a identidade da nação cabo-verdiana. Também, de equilibrio, isenção, rigor e transparência, independentemente, do Governo que estiver em funções, fruto dos resultados das eleições legislativas.
Também se fala, como possível candidata, a Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Dra. Isaura Gomes. Tive a oportunidade de a conhecer, aquando da sua visita aos EUA para assistir a Iª Convenção da Família Democrática do MpD na diáspora. Fiquei bastante impressionado com a sua gentileza, afectividade, e sobretudo, como se aproximava a multidão presente para lhe saudar, durante a festa abrilhantada pelo conjunto Ferro e Gaita e na presença dos mais altos responsáveis do maior partido da oposição. Parece ser uma pessoa que atrai/congrega facilmente a amizade. Daí, o seu sucesso em sucessivas eleições na terra do Monte Cara. E porque não uma tentativa à mais alta magistratura da Nação ou uma forte adesão/coesão à volta do candidato da sua área política que eventualmente vier a estar melhor posicionado?
Quanto mais candidatos(as) houver, melhor para a nossa jovem democracia. O eleitor terá mais opções na escolha daquele(a) que melhor sirva as aspirações do país. As disputas internas, se é que as podemos chamar assim, são sempre uma mais valia para qualquer partido democrático, embora se saiba que, em Cabo Verde, qualquer candidatura presidencial é supra-partidária.
Que estas observações/opiniões, sirvam para alguma reflexão, desde Randolph - Mass, um abraco rijo e que o Ano Novo traga mais paz, alegria, prosperidades e segurança para todos.