Cabo Verde

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Câmara Municipal de São Vicente

Um contingente da Polícia Judiciária, apoiado por elementos da Polícia de Intervenção, está a efectuar, neste momento, buscas na Câmara Municipal de S.Vicente. A operação enquadra-se nas investigações em curso relacionadas com o alegado esquema de corrupção na venda de terrenos municipais, denunciado pelo líder local do PAICV, João do Carmo. Carlos Veiga, presidente do MpD, chega esta tarde ao Mindelo para um pronunciamento.

MINDELO (A Semana Online) — Ao que asemanaonline apurou, os principais suspeitos desse processo, como o presidente substituto da Câmara e o responsável do Gabinete Técnico (Benvindo Cruz), a antiga responsável dos Serviços de Taxas e Impostos (Cláudia Salomão) e o secretário Municipal (Avelino Lopes da Silva), foram detidos na Câmara e conduzidos para a sede da PJ, onde foram ouvidos.

Antero Oliveira, um outro envolvido, está sendo interrogado e averiguado na sua residência. Victor Estrela, que trabalha no Gabinete Técnico e cuja esposa recebeu um chefe de 12 mil contos no aludido negócio de terreno, não foi encontrado no local do trabalho, mas a sua residência está sendo alvo de buscas e cercada pela policia desde manhã de hoje. Até este momento, a PJ continuava com as buscas junto dos diferentes serviços camarários.

Conforme apuramos, esta intervenção da PJ foi devidamente autorizada pelo Tribunal da Comarca de S.Vicente e apanhou de surpresa os vereadores, os funcionários e utentes, que estão interditos de entrar e sair do edifício da Câmara Municipal. A operação aconteceu na ausência da edil Isaura Gomes, que se encontra em Santo Antão em repouso.

Quem está descontente com essa actuação da PJ é o MpD, cujo líder Carlos Veiga deve chegar, até esta tarde, a S.Vicente para tomar uma posição pública sobre o assunto.

Esta é a primeira vez que uma acção do género é efectuada em Cabo Verde.

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Mosteiros, Ilha do Fogo (Foto: Wikipedia.org)

Dois médicos são acusados de violar, sexualmente, uma funcionária da Câmara Municipal. A polícia ainda não comentou o caso mas o antigo chefe da polícia dos Mosteiros ja veio dizer que esta denuncia "não é verdade" 

BOSTON (Expresso das Ilhas) — A funcionária da Câmara Municipal dos Mosteiros, que foi violada na madrugada de sexta para sábado, em Mosteiros Traz, já teve alta do hospital. A confirmação, obtemo-la há momentos, junto dos serviços de saúde, em S. Filipe, para onde Djidja tinha sido evacuada depois do sucedido.

Até o momento, não há posições oficiais acerca do assunto. As nossas insistências, via telefone, não têm dado resultado.

Entretanto, no Hospital de S. Filipe, uma fonte confidenciou-nos que a vítima já teve alta e que terá regressado a Mosteiros.

Da polícia ou do centro de Saúde dos Mosteiros, nenhuma reacção, ainda. No entanto, Justiniano Moreira, antigo chefe da Esquadra dos Mosteiros (agora em S. Filipe) mas que se encontra a trabalhar nas festas do 15 de Agosto, negou que alguém tenha sido violado. "Isso não é verdade", começou por responder, quando abordado via telemóvel. Logo de seguida entrou em contradição, ao afirmar "não tenho essa informação".

Mas como pode dizer que isto não é verdade se ao mesmo tempo afirma não ter essa informação, perguntamos, ao que Justiniano respondeu: "a polícia não trabalha com boatos, mas sim com denúncias e queixas. Estou aqui (nos Mosteiros) desde sexta-feira, e não ouvi nada disso", acrescentou.

Seja como for, esta versão do antigo chefe da polícia nos Mosteiros, vem confirmar a tese de uma nossa fonte, nos Mosteiros, de que as autoridades tentam "camuflar" este caso.

A história

A vítima, é uma funcionária da Câmara Municipal dos Mosteiros, aparenta ter uns 30 anos de idade e tem dois filhos.

São indiciados como autores do acto de violação dois médicos, entre eles o próprio delegado de Saúde dos Mosteiros. O outro acusado é clínico na Brava e terá ido a Mosteiros passar o 15 de Agosto. Há cerca de quatro meses que este médico foi transferido de Mosteiros para Nova Sintra.

A notícia desta violação chegou-nos ao princípio da noite de ontem, sábado, e segundo a nossa fonte, ela desenrolou em Nha Santana, uma zona de Mosteiros Traz. A vítima foi evacuada para S. Filipe, e saturada com 14 pontos.

Este acontecimento mancha as festas municipais dos Mosteiros, evento que arrastou para aquele município do Fogo várias autoridades, nomeadamente, o primeiro-ministro, José Maria Neves, o ministro da Saúde, Basílio Ramos, entre outras personalidades políticas nacionais.

Continuamos a acompanhar este caso.

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Antiga Residência do Dr. Adriano Duarte Silva

MINDELO — Um grupo cidadãos, representando a Associação de Defesa de Monumentos e Sítios (ADEMOS) e signatários da petição pública em defesa da casa do Dr. Adriano Duarte Silva no Mindelo, submeteu à Assembleia Municipal (AM) de S. Vicente, uma proposta para ser discutida na sua sessão ordinária de 28 de Maio de 2010, defendendo a preservação da casa e a sua recuperação como património histórico, assim como procura de alternativas para construção da Delegacia de Saúde do Mindelo num outro local na cidade.

Para além do valor patrimonial incontestável que representa a casa a vida e obra de Duarte Silva, incluindo os feitos em benefício de Cabo Verde como Deputado representando a Colónia de Cabo Verde na então A.N.-Lisboa, foram apresentadas razões de natureza histórica que obrigam o estado e a câmara municipal de S. Vicente a preservar a sua memória (ver artigo Ângela Sofia Benoliel Coutinho* com a colaboração de João Nobre de Oliveira no blog Cultura Adriana da ADEMOS).

A proposta foi aprovada com catorze votos a favor e sete abstenções pelo que se considera uma vitória na luta para a preservação da casa.

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BY SARA BRUYA
Managing Editor, Transition

An official publication of the W. E. B. Du Bois Institute for African and African American Research at Harvard University, Transition is pleased to announce the arrival of issue 103, entitled “Cabo Verde.”

 
Cover of Trasition Magazine's issue #103

The issue features a cluster of writing and artwork from Cape Verde—the first of its kind to be made available to an English-speaking audience. The result of a lengthy outreach project by AAAS doctoral candidate, Carla Martin, the collection features works by prominent Cape Verdean authors Germano Almeida, Camila Mont-Rond, Fernando Monteiro and others, as well as artists Kiki Lima, Nelson Lobo, Abraão Vicente and more. (See attached Table of Contents).

Carla Martin, a Massachusetts native, is a doctoral candidate in Harvard University’s Department of African and African American Studies in the discipline of social anthropology, with a secondary field in ethnomusicology. For several years, she has worked with Cape Verdean communities in Africa, Europe, and the United States on a variety of research and social engagement projects. She is currently writing her dissertation on the intersection of sociolinguistic and musical practices in Cape Verde and the Cape Verdean Diaspora. She received an A.M. in Anthropology in 2007 and an A.B. in Anthropology in 2003, both from Harvard University.

Also featured in 103 are essays, fiction, poetry, and reviews by Wole Soyinka, Dagwami Woubshet, Donato Ndongo, Sony Lab’ou Tansi, Brad Epps and Adekeye Adebajo.

Transition is a unique forum for fresh perspectives on global issues, literature and art, cultures and people, with an emphasis on Africa and the Diaspora. Founded in 1961 in Uganda by the late Rajat Neogy, Transition quickly established itself as a leading forum for intellectual debate. The current series, under the direction of Editors Tommie Shelby (Harvard), Glenda Carpio (Harvard) and Vincent Brown (Harvard/Duke), carries on the original’s tough-minded, far-reaching criticism, both cultural and political.

Transition Website: www.transitionmagazine.com

Subscriptions/Orders: http://inscribe.iupress.org/loi/trs

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POR CARLOS ANTUNES

 

Vila Nova Sintra, Ilha da Brava (Foto: Moisés Santiago)

Caríssimos Bravenses e cabo-verdianos,

Na nossa primeira reflexão acerca da Ilha Brava, trouxemos a colação e submetemos a apreciação e discussão o seguinte tema: o alcatroamento das estradas Furna/Vila e Vila Nossa Senhora do Monte e sugerimos aos nossos conterrâneos a seguinte questão: 

-Estas estradas devem ser remodeladas e ampliadas com duas vias antes de serem alcatroadas ou acha que devem ser alcatroadas como se encontram?

Bravenses na diáspora e em Cabo Verde responderam prontamente aos ideais do Fórum Pró-Djabraba, enviando centenas de emails com sábias sugestões e comentários que ultrapassaram as nossas expectativas. Depois escolher um moderador para o referido tema, os membros fundadores deste fórum, com neutralidade e seriedade fizeram uma apreciação das recomendações e sugestões dos participantes.

 Agradecemos a todos os participantes pela amabilidade, seriedade e sobretudo pelo interesse demonstrado para com a tradição, cultura e direitos do desenvolvimento do povo da Ilha Brava.

Argumentos Contra : 52

– As referidas estradas possuem duas faixas de rodagem bem visíveis pela linha mestra de calçada, dai não serem necessárias quaisquer obras de ampliação antes de serem alcatroadas.

 Este raciocínio foi contra-argumentado pelo nosso moderador escolhido para este I tema: Eng. Topografo Geómetra Aurélio Spínola (Tim) que tem um conhecimento razoável nesta área uma vez que trabalhou como ajudante dos engenheiros alemães na construção da  estrada que liga Fajã-de-àgua Esparadinha antes de formar-se em topografia. Este argumenta o seguinte: – Existem de facto estradas na Ilha Brava que nalguns pontos dos seus traçados podem suportar duas vias mas estas referidas estradas que trouxemos a colação, tudo leva a crer que não foram projectadas à pensar em duas faixas de rodagem como as modernas estradas construídas recentemente noutras Ilhas em Cabo Verde.

 O alinhamento topográfico constituído por (mestras de calcada) no centro destas estradas têm como função principal fornecer orientação da (cota do trabalho) aos calceteiros, acerca do declive longitudinal e transversal das referidas estradas e não têm como função separar duas faixas de rodagem conforme os argumentos dos contra.

Argumentos a Favor: 213

 A maioria dos participantes é de opinião favorável à ampliação e remodelação destas estradas antes de serem alcatroadas baseando nos seguintes factores:

1. O aumento do parque automóvel na Ilha Brava; o aumento do tráfico rodoviário com a chegada dos Ferries; o movimento do turismo, comércio com outras Ilhas e estrangeiro que se espera vir acontecer.

2. A necessidade de corrigir alguns pontos nestes traçados introduzindo novas técnicas de construção minimizando o excesso de curvaturas, visibilidade e drenagem de aguas pluviais.

3. Custo de manutenção destas estradas após o alcatroamento e possíveis congestionamentos de uma só via tendo em conta derrocadas de rochas e inertes após quedas pluviais ao longo destes traçados.

 
Continuando a pensar Djabraba nosso II tema é o seguinte:

-Nossa Senhora do Monte precisa de uma praça pública no centro da freguesia.

Na vossa opinião a Câmara municipal da Brava deveria transformar o actual polivalente de Nossa Senhora do Monte numa praça pública, proporcionando um espaço de lazer aos habitantes desta freguesia no centro da freguesia e construir um novo polivalente noutra localidade?

Envia-nos a vossa opinião e sugestões para novos temas a serem discutidas. Continuaremos a contar com a vossa colaboração carlosantune200@hotmail.com 

‘Nu continuâ ta pensâ djunto, procurando consenso, dando nós contribuiçan, pa nu djuda evita erros desnecessários di passado, pensando positivamente na nós terra e nós dgenti’!

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Ambassador Fátima Veiga Welcomed During Ceremony

 
 

WASHINGTON, D.C. — The United States African Development Foundation (USADF) welcomed the Cape Verde Ambassador to the United States, Her Excellency Fátima Veiga, for a ceremony recognizing seven USADF funded projects in Cape Verde this year.

USADF Lloyd Pierson opened the ceremony, stating “Cape Verde is a great proponent of development. USADF is providing assistance for the most marginalized in Cape Verde and is doing so in a way that is changing the lives of people.”

The seven community groups which USADF awarded grants to this year are:

Associação Comunitária para o Desenvolvimento de Baleia (animal husbandry)
Associação Comunitária para o Desenvolvimento de Campo Baixo (animal husbandry)
Associação das Mulheres Batucadeiras de Alto Gouveia (animal husbandry)
Associacao dos Agricultores para o Desenvolvimento Agricola e Comunitáia da Zona de Hortelao (animal husbandry)
Associação dos Trabalhadores para Defesa e Conservação da Biodiversidade  (animal husbandry)
Associacao Juvenil Comunitaria Para O Apoio E Agricultura Pecuraria De Relvas (food security and animal husbandry)
Associacao Unidas da Maos Dadas para Desenvolvimento de Capela e Portal (food security)

During the ceremony, Ambassador Veiga spoke about the USADF program in Cape Verde. She noted “The USADF grants are making a tremendous impact in Cape Verde. I am proud of the program and I look forward to a continued presence of USADF in our country.”

USADF Regional Director for Cape Verde Rama Bah ended the ceremony by saying, “I am pleased to note that ADF funding is now going to the most deserving and often forgotten rural women and children in Cape Verde.  I applaud the good stewardship of the program by Estrategos Consultores Associados, Lda. and the invaluable support of US Ambassador, Marianne M. Myles.”

USADF began working in Cape Verde in 1986.  The current portfolio consists of 21 projects, worth $3.8 million.  USADF provides resources, training, and economic opportunity to marginalized populations in Brava, Fogo, Maio, Sal, Santiago, Santo Antao, and San Vicente.  In FY 2010, USADF added 7 projects to the portolio, committing $714,146 (CVE 57,554,770) to some of the country’s poorest and most marginalized communities. Each USADF project is responsive to the community’s ideas and encourages sustainable income generating activities and job creation.

For more information about the Cape Verde portfolio, please visit the country’s quick source page.

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Jorge Rocha apresentou “A diversidade genética de Cabo Verde” no Dia Internacional da Biodiversidade

Investigadores caracterizaram 364 indivíduos de Cabo Verde (Foto: cienciahoje.pt)
 
 

O Dia Internacional da Biodiversidade foi comemorado pelo «Ciência Hoje» na Figueira da Foz com várias iniciativas. No Palácio Sotto Maior realizou-se um ciclo de conferências, entre as quais “A diversidade genética de Cabo Verde”, proferida por Jorge Rocha, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP).

O investigador veio apresentar ao público presente os resultados de um projecto, desenvolvido com a cooperação da Universidade de Cabo Verde, que visa a caracterização da biodiversidade do arquipélago. 

 

(Ciência Hoje) — De acordo com Jorge Rocha, no que concerne à espécie humana, “as ilhas são um ponto de encontro de populações provenientes de várias regiões muito diversificadas, tal como é o caso de Cabo Verde”.

Tendo em conta que, quando foi descoberto, este arquipélago era desabitado e foi colonizado por indivíduos de origem europeia e mão de obra escrava das regiões adjacentes do continente africano, Cabo Verde tornou-se numa amálgama de populações que, noutras condições, estiveram muito diferenciadas.

Essa amálgama é visível na espécie humana a vários níveis, desde o biológico ao cultural. Visto que houve a “geração de uma enorme quantidade de biodiversidade ou uma reorganização da diversidade, muitas características que estavam separadas aparecem miscigenadas”, sublinhou o investigador do IPATIMUP.

Pigmentação e cor de olhos

Uma das características mais evidentes dessa miscigenação é a pigmentação, sendo essa uma parte fulcral deste trabalho sobre a diversidade genética de Cabo Verde.

Olhos claros são uma das principais características da população de Cabo Verde (Foto: cienciahoje.pt)
 
 

Nas populações miscigenadas deste arquipélago, há uma série de combinatórias dentro da mesma população que não são encontradas em outras populações africanas ou europeias. Esta variação foi estudada de uma forma quantificada através da medição da pigmentação. “É possível fazer um índice de melanina – a substância que dá cor à pele – e fazer uma distribuição da melanina”, sustentou o orador da conferência.

Jorge Rocha acrescentou que a distribuição da miscigenação também pode ser avaliada de ilha para ilha. A mais africana é a ilha de Santiago, a primeira a ser colonizada e onde desembarcou a grande massa dos escravos, sendo que muitas outras ilhas já foram povoadas por pessoas que eram mestiças. Já a ilha mais miscigenada é a do Fogo, a segunda a ser colonizada a partir de famílias emergentes da aristocracia mestiça local.

Os investigadores envolvidos neste trabalho caracterizaram 364 indivíduos de Cabo Verde, cada um deles com um milhão de marcadores genéticos. “Os indivíduos das mesmas ilhas tendem a estar mais parecidos geneticamente”, sendo que há “diferenciação geográfica e genética das ilhas” que não resultam das diferenças de miscigenação. É uma diferença construída ínsito, já depois da colonização.

Relativamente aos colonos de Cabo Verde, a maior parte dos indivíduos europeus era de origem portuguesa e a maior parte dos africanos proveio, em termos históricos, da África Ocidental. A população mais africana do arquipélago é muito provavelmente originária de escravos vindos dos povos Mandinga, um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental.

Além disso, a miscigenação deu-se quase sempre com o cruzamento de homens europeus com mulheres africanas, o que está de acordo com o povoamento uma vez que havia falta de mulheres europeias durante a colonização de Cabo Verde.

À descoberta dos genes

A miscigenação pode ser avaliada também ao nível dos genes. Segundo as estimativas dos investigadores do IPATIMUP, “57 por cento dos genes são de origem africana e 43 por cento são de origem europeia”, o que faz de Cabo Verde uma das populações que representam mais miscigenação na Terra, “muito mais do que até em certas zonas do Brasil”.

“Sabemos que a cor da pele é hereditária, mas não sabemos muito bem quais os genes que a influenciam”, referiu Jorge Rocha. Como tal, uma das partes centrais deste trabalho tem sido usar a população de Cabo Verde para saber quais são os genes que influenciam a cor da pele e a cor dos olhos.

Recorreram assim ao marcamento por miscigenação e verificaram que pelo menos cinco genes estão responsáveis por 40 por cento da variação da cor da pele em Cabo Verde, ou seja das diferenças entre europeus e africanos na cor da pele.

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