Cabo Verde

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PRAIA, CV (PANA) – Cabo Verde subiu três posições no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2010, ao passar do 121º para o 118º lugar, numa classificação que abrange 160 países, indica um relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O relatório do PNUD, intitulado "A Verdadeira Riqueza das Nações: Vias para o Desenvolvimento Humano", sublinha que o valor do IDH de Cabo Verde para 2010 é 0.534 numa tabela em que os países são classificados num intervalo de 0 a 1.

Esta classificação do relatório, publicado quinta-feira, coloca o arquipélago no grupo de países de desenvolvimento humano médio.

Esta subida de Cabo Verde no ranking do IDH, onde há dois anos o arquipélago havia caído 19 posições, ganha especial significado uma vez que este ano o PNUD introduziu novos critérios de classificação, que passam, nomeadamente pela avaliação do Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade (IDH-D), o Índice de Desigualdade e Género (IDG) e o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM).

De acordo com o mais recente IDH, a esperança média de vida de um Cabo- verdiano à nascença é de 71,9 anos e o Rendimento Nacional Bruto per capita é de 3.306 dólares americanos.

O valor do IDH de Cabo Verde aumentou, entre 2000 e 2010, de 0.500 para 0.534, uma subida de 7 porcento.

A nível continental, Cabo Verde ocupa a 11ª posição, atrás das ilhas Maurícias, da Tunísia, da Argélia, do Gabão, do Botswana, do Egipto, da Namíbia, da África do Sul, de Marrocos e da Guiné Equatorial.

Na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Cabo Verde lidera com uma ampla vantagem de 12 lugares sobre o Gana, que está em segundo lugar.

Este índice, que avalia as conquistas de um país com base na expetativa de vida, no acesso à educação e no padrão de vida medido pelo PIB (Produto Interno Bruto) per capita, é liderado pela Noruega, seguida da Austrália e da Nova Zelândia (Desenvolvimento Humano Muito Elevado).

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Muammar al-Gaddafi, Presidente da Líbia
 
 

PRAIA (PANA) – Cabo Verde decidiu abrir brevemente uma Embaixada na Líbia com base num Acordo Global de Cooperação de Junho de 2009 sobre a consolidação da cooperação bilateral entre os dois países, apurou a PANA no fim de semana de fonte oficial.

No âmbito do referido acordo, vai ser institucionalizada uma Comissão Mista, visando sobretudo a concretização de projectos de investimento comuns nas áreas de hotelaria, imobiliário, transporte e pesca marítima, entre outros.

Nesta perspectiva, o Governo cabo-verdiano autorizou, em Fevereiro passado, a instalação no país do "Green Bank SA", instituição 100 porcento de capitais líbios, e que pretende investir em vários sectores económicos do arquipélago.

As autoridades cabo-verdianas autorizaram igualmente a abertura da representação diplomática líbia na cidade da Praia, segudno a porta-voz do Conselho de Ministros, Janira Hopffer Almada.

Almada recordou que o Programa do seu Governo para esta legislatura prevê uma participação cada vez mais activa e útil de Cabo Verde na cena internacional, com vista a uma melhor promoção e defesa dos seus interesses e a afirmação da sua identidade no mundo.

Uma das acções previstas neste âmbito é a procura de quadros de aproximação e o estabelecimento de novas parcerias para o desenvolvimento "com Estados e instituições inseridos em espaços dinâmicos e seguros em África, Ásia e Américas", acrescentou a também ministra da Presidência do Conselho de Ministros.

Por sua vez, esta ofensiva diplomática, económica e comercial de Tripoli no mercado cabo-verdiano enquadra-se numa estratégia da Líbia visando a criação, no arquipélago, de uma plataforma para outros mercados na sub-região oeste- africana bem como às das Américas Central e do Sul.

No início deste ano, estava prevista uma visita a Cabo Verde do primeiro- ministro líbio, Baghdadi Mahmoudi, que acabou no entanto por ser adiada "sine die" devido à crise política e militar que se instalara no vizinho Níger.

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PRAIA, CV (MacauHub) — O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou segunda-feira a “prudência” do governo de Cabo Verde tendo a chefe de missão Valerie Cerra declarado que o principal desafio reside na execução “eficiente” do programa de investimentos públicos.

No final de duas semanas de avaliação da macroeconomia do arquipélago, integrada no Instrumento de Apoio a Políticas Públicas (Policy Support Instrument – PSI, na sigla inglesa), Cerra disse que a economia do arquipélago demonstra claros sinais de recuperação, após a crise global, e revela-se bem posicionada para um forte crescimento a médio prazo, tendo sublinhado a “ampla variedade de indicadores” que permitem esta conclusão.

Os índices de confiança empresarial, as receitas fiscais e os dados da importação indicam “uma retoma abrangente da actividade económica” que, segundo Valerie Cerra, está a ganhar força à medida que o ano vai decorrendo.

Segundo a chefe de missão do FMI, o sector turístico “estabilizou” no primeiro semestre deste ano e está em “sólido crescimento” no segundo e a inflação permanece “em níveis baixos”, enquanto as reservas em moeda estrangeira “continuam a crescer”.

“Este desempenho económico favorável deve-se, em grande parte, a uma administração macroeconómica prudente, incluindo as políticas públicas contra cíclicas robustas”, sublinhou.

Por isso, acrescentou Valerie Cerra, o FMI vai continuar a apoiar a estratégia das autoridades cabo-verdianas para “acelerar temporariamente” os investimentos públicos (31 mil milhões de escudos/281,1 milhões de euros) e as políticas de protecção social.

Para o próximo PSI, o primeiro termina este ano (2007/10), Cabo Verde deverá acentuar as reformas para o fortalecimento da gestão da dívida pública, aumentando ainda mais a transparência e o tratamento equitativo na área fiscal, com maior ênfase no desenvolvimento dos mercados financeiros e a salvaguarda do sistema financeiro.

O FMI, segundo Valerie Cerra, deverá aprovar o programa de políticas públicas cabo-verdiano na reunião do seu conselho de administração, a realizar em Novembro.

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Cabo Verde é hoje “um país possível” que alcançou esse estatuto ao fim de 35 anos e dos poucos Estados africanos a conseguir “triunfar” após a independência, disse o primeiro-ministro cabo-verdiano.

 

José Maria Neves, Primeiro Ministro de Cabo Verde
 
 
PRAIA (Notícias Lusófunas) — José Maria Neves lembrou que, há 35 anos – a independência aconteceu a 5 de Julho de 1975 -, Cabo Verde era “um país improvável e miserabilista” e que, graças aos esforços de todos os cabo-verdianos, conseguiu “triunfar” e tornar-se uma Nação “vencedora”.

“Valeu a pena. Em 1975, Cabo Verde era um país improvável. Hoje é um país possível, que é o orgulho de todos os cabo-verdianos. É o nosso orgulho, o que conseguimos fazer em 35 anos. É uma Nação vencedora e das poucas africanas que conseguiu triunfar após a independência”, disse.

“Viabilizámos a independência, que muitos não acreditavam, e viabilizámos a democracia, uma vez que Cabo Verde é hoje uma referência”, acrescentou, lembrando que se acabou praticamente com a miséria e que, até 2015, espera atingir “todos os objectivos” delineados pelas Nações Unidas.

Para o chefe do Executivo da Cidade da Praia, no poder desde 2001, Cabo Verde tem estado a construir o desenvolvimento, o que tem permitido “dignificar” todo um povo, enquanto Nação.

“Acabámos com a miséria, já somos um país de rendimento médio e temos a ambição de ser um país moderno, competitivo e desenvolvido. O percurso que fizemos nestes 35 anos é, a todos os títulos, extraordinário. Construímos um país e estamos a transformá-lo, cada vez mais, numa Nação ambiciosa, moderna, competitiva, global, sem limites e sem fronteiras”, sintetizou.

“E conseguimos tudo isso graças à vontade, determinação e ambição do povo cabo-verdiano. O cabo-verdiano tem uma grande ansiedade, que é a da modernidade. Quer a modernidade e trabalha para isso. Pressiona e exige das autoridades e quer que o país seja moderno, com ideias modernas, ambicioso. Quer busca permanente da modernidade. E isso tem sido o motor”, acrescentou.

Sobre o futuro, designadamente como vê o país daqui a 10 anos, José Maria Neves continuou a mostrar-se “optimista”.

“Vejo um Cabo Verde moderno, com pleno emprego, competitivo, com forte coesão social e qualidade ambiental. Um país mais justo, bem mais solidário, enfim, um país desenvolvido”, concluiu.

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Assembleia Nacional de Cabo Verde (Foto: Visão News)
   

PRAIA (Prensa Latina) — A nova Constituição da República de Cabo Verde, que esteve em discussão durante seis anos dantes de sua aprovação, entrou em vigor, o que reforça hoje o sistema de governo, segundo a própria Carta Magna.

Entre suas novidades, o texto contempla que o Presidente do país pode dissolver o parlamento sem o parecer do Conselho da República.

Também inclui a lei de organização judicial, a autonomia financeira e de inspeção e o funcionamento de tribunais de segunda instância.

Estabelece, por outra parte, a realização de eleições legislativas em janeiro próximo e as presidenciais nove meses mais tarde, o que garante uma melhor reorganización do processo comicial.

A Lei de Leis recolhe um capítulo referido à os Direitos, Liberdades e Garantias Cidadãs.

A Carta Magna resultou aprovada pelo parlamento caboverdiano o passado 6 de fevereiro, com 64 votos a favor e só duas abstenções, e promulgada o 6 de abril último pelo governante, Pedro Pires.

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José Maria Neves, Primeiro Ministro de Cabo Verde
 
 
PRAIA, CV (MacauHub) — O governo de Cabo Verde poderá lançar em breve a construção de uma "pequena Brasília" na capital Praia a fim de receber os ministérios e demais departamentos públicos da ilha, num projecto assumido pelo primeiro-ministro José Maria Neves.
De acordo com o jornal local "O Liberal", a ideia terá nascido durante a recente passagem do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pela ilha do Sal, e tem um custo aproximado de 150 milhões de euros (17 milhões de contos cabo-verdianos).
É provável que o projecto arranque ainda antes das eleições do próximo ano, adianta o mesmo jornal.
O financiamento respectivo será garantido por um crédito do Brasil, sob condição de a adjudicação da empreitada ser efectuada a empresas brasileiras, segundo refere a "newsletter" África Monitor.
De acordo com esta fonte, a “pequena Brasília”, como já é conhecida no arquipélago, é encarada com algumas reservas em sectores do partido no poder (PAICV) e mesmo entre alguns governantes, como a ministra Cristina Fortes.
Apesar de ser promovida como um marco do desenvolvimento de Cabo Verde, que alcançou o estatuto de país de desenvolvimento médio e está a tentar captar investimento estrangeiro para modernizar a economia, alguns governantes acreditam que o projecto possa ser visto pela opinião pública como um desperdício de fundos públicos.
Com uma dívida externa avaliada em 550 milhões de dólares, Cabo Verde veria os seus compromissos financeiros crescerem em 20 por cento de uma só vez.
Em declarações ao jornal “A Semana”, o primeiro-ministro argumentou que aquilo que o país vai pagar equivale aos “mais de 300 mil contos de rendas” que actualmente despende pela ocupação de edifícios que albergam os seus serviços.
Para José Maria Neves, formado academicamente no Brasil, seria também uma “obra de regime” para marcar com uma emblemática obra pública os seus dois mandatos à frente do governo, desde 2001.
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