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CRIME - Lancha Voadora: Investigações encrencam “ainda mais” ex-presidente da BVC

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Lancha Voadora: Investigações encrencam “ainda mais” ex-presidente da BVCPrintE-mail
Friday, 27 January 2012
Written by FORCV

Verissimo Pinto, ex-Presidente da BVC
Verissimo Pinto, ex-Presidente da BVC


(Fonte: Expresso das Ilhas/ Inforpress) -- As últimas investigações do caso "Lancha Voadora" que resultaram na prisão preventiva do ex-presidente da Bolsa de Valores (BVC) em Dezembro apontam Veríssimo Pinto novamente como um "próximo" de Paulo Pereira, desta vez numa operação no BAICV.

As informações a que a Inforpress teve acesso constam de um relatório do Banco Africano de Investimentos Cabo Verde SA (BAICV) datado da primeira semana de Janeiro em resposta a uma notificação da Procuradoria-Geral da República (PGR) "sobre operações realizadas por clientes arguidos em processo crime a decorrer".

O documento reporta o depoimento de um funcionário do BAI - que não é da área comercial mas fez esta operação uma "única vez" porque estava a substituir a directora comercial ausente - perante uma equipa de cinco dirigentes nomeada pela Comissão Executiva do Banco para o apuramento das informações solicitadas pela PGR.

Nele, o bancário faz saber que, a 7 de Setembro de 2010, foi contactado pelo presidente da Bolsa de Valores, "à data Dr. Veríssimo Pinto, informando-lhe que havia um cliente interessado em subscrever obrigações".

Comunicou o presidente da Comissão Executiva do BAICV,  David Jesse, sobre o assunto, tendo-se depois dirigido às instalações da BVC onde lhe foi entregue "um envelope contendo 140 mil euros, estando o cliente Paulo Pereira presente na sala, não tendo este feito qualquer pronunciamento".

Aquando da entrega do envelope com tal montante, prossegue o relatório com base no referido depoimento, o ex-presidente da Bolsa solicitou que o mesmo fosse depositado na conta de Paulo Pereira, dizendo que se destinava "à subscrição de obrigações do BAICV".

Como de um "valor elevado" se tratasse, o bancário afirma ter informado (via telefone) a David Jesse sobre o ocorrido e que este o "instruiu" a depositar "apenas 40 mil euros" e que "o remanescente seria guardado na tesouraria central".

O funcionário da BAICV admitiu ter tido alguns contactos com Veríssimo Pinto, mas diz que não tem conhecimento se este depósito "foi comunicado ao Banco de Cabo Verde" como manda a lei.

Instado porque não pediu documentos justificativos do valor em causa, respondeu que o fez sim, mas a resposta foi que "o cliente era emigrante, confirmado pelos documentos que constam do processo de abertura das contas".

Segundo o documento que a Inforpress tem em mãos, a questão reside nos 100 mil euros (11.026.500$00) que, como realça o depoimento do funcionário, foi entregue ao presidente da Comissão Executiva do BAICV que os depositou no BAI Europa, ao abrigo de uma autorização solicitada ao banco central com a data de 20 de Setembro de 2010 e numa conta do BAICV que pertencia a Paulo Pereira.

As consequências deste relatório ainda não podem ser avaliadas, mas fontes do BAICV confirmaram que o presidente David Jesse e alguns outros dirigentes da instituição foram suspensos das suas funções.

A Inforpress apurou junto de fontes judiciais que o Banco de Cabo Verde mandou fazer uma auditoria ao BAICV, tendo já produzido recomendações que já foram enviadas à Procuradoria-Geral da República. Contudo, junto do Banco de Cabo Verde só foi possível confirmar que este tem estado a fazer as auditorias normalmente enquanto instituição supervisora da banca.

Para a melhor compreensão deste assunto, a Inforpress conversou com um magistrado judicial, para quem o procedimento do BAICV seria absolutamente normal caso tivesse feito o depósito de todo o montante na conta de Paulo Pereira, em Cabo Verde, informando a Unidade de Informação Financeira (UIF) e, posteriormente, solicitando autorização para fazer o envio de divisas estrangeiras para o BAI Europa.

Ao invés disso, apontou o magistrado, o que os documentos dizem é que esses 100.000 euros juntamente com outras divisas que saíram do país foram posteriormente depositados pelo presidente da Comissão Executiva no BAI Europa para depois serem transferidos para a conta de Paulo Pereira no BAI Cabo Verde.

No seu entender, só depois dessa transacção é que o BAI Cabo Verde dá ordem de subscrição do cliente Paulo Pereira das suas obrigações que estavam em OPV (Oferta Pública de Venda) na Bolsa de Valores.

Caso se se confirmarem as informações apresentadas sobre Veríssimo Pinto, admitiu o magistrado, pode não pender sobre ele apenas a suspeita de lavagem de capitais, mas também de associação criminosa com Paulo Pereira.

Assim como Veríssimo Pinto, Paulo Pereia está em prisão preventiva e é tido como o dono das mais de 1,5 toneladas de cocaína apreendidas pela Polícia Judiciária, em Outubro de 2011, para além de armas, milhares de euros e outras moedas, viaturas topo de gama, jipes, "pick-up", moto de mar e "moto-quatro".

Entretanto, o antigo presidente da BVC, que se encontra na cadeia de São Martinho (Praia) desde 22 de Dezembro, diz-se inocente e vítima de uma das "maiores injustiças" na história de Cabo Verde.

Em entrevista ao jornal "A Nação", Veríssimo Pinto questionou a atitude da Polícia Judiciária e de outros agentes da Justiça porque estão a "passar informações falsas a um jornal da praça, com o objectivo de confundir a opinião pública" e afirma-se ansioso para o seu julgamento porque "quem não deve não teme".

Veríssimo Pinto foi detido a 21 de Dezembro, no âmbito da Operação "Lancha Voadora" com mais seis pessoas e depois de buscas que a Polícia Judiciária fez a suas empresas e residências onde foram encontrados «documentos comprometedores», que estabelecem ligações dos suspeitos à rede de tráfico de drogas e lavagem de capitais.



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Comments  

 
+1 #9 BAICV 2012-01-27 14:26
Cabo Verde: Direção do BAI/CV suspensa por alegado envolvimento em lavagem de capitais

O presidente do Banco Africano de Investimentos/Cabo Verde (BAI/CV) e outros dirigentes daquele banco de capitais angolanos estão suspensos, devido a alegado envolvimento em «lavagem de dinheiro».

A notícia é avançada hoje pela agência oficial cabo-verdiana Inforpress, que cita fontes do BAI/CV, na sequência de um relatório que o banco angolano enviou à Procuradoria- Geral da República (PGR), em resposta a uma notificação solicitando informações sobre «operações realizadas por clientes arguidos em processo crime a decorrer».

O processo é a operação «Lancha Voadora», iniciado pela Polícia Judiciária (PJ) cabo-verdiana em outubro de 2011 e que levou à apreensão de 1,5 toneladas de cocaína e à detenção preventiva de vários suspeitos, como o ex-presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVCV), Veríssimo Pinto, e outros com contas no BAI/CV.
Diário Digital / Lusa
 
 
-1 #8 Caboverdiano atento 2012-01-27 14:17
Veríssimo Pinto foi-se meter com esses corruptos dos angolanos e tramou-se. Porque não pediu o Veríssimo ajuda ao Scapa para lhe ensinar como se faz para não ser apanhado? Para atenuar a tua pena só tens que colaborar com a justiça e denunciar os "tubarões", porque tu és peixe miúdo!
 
 
+1 #7 Djinguilane Andrade 2012-01-27 14:16
Vejam só o nome deste banco que grande coincidencia. BAICV é só trocar a 1ªletra.
 
 
+1 #6 Preto Praia 2012-01-27 14:15
É preciso levar esse processo para frente, até ás ultimas conseqûencias! Já que, até que enfim, se faalou do "menino de Seminário", o Dr. Oalavo Correia, ex-Ministro das Finanças e ex-Governador do BCV, homem do BES e de outros Bancos estrangeiros em CVerde, depois homem forte da TECNICIL, altamente envolvido nos processos Banco Insular/BPN. Portanto há muito que esclarecer, inclusivé sobre o actual Governador do BCV, o tal do "carrão" de mais de CVE 8 000 000,00, fechado na garagem do BCV em Chã de Areia!!! Foi para isso que muitos caboverdeanos lutaram de várias gormas, antes e depois da independência? Porquê tanta miséria e tanta ostentação de riqueza em CVerde? Quem põe mãos nisso? Ou estão à espera da "Primavera Caboverdeana"? Com tantos "tugs e homens da farinha - padeiros" soltos até que não seria muito difícil!!!
 
 
+1 #5 boca mundo 2012-01-27 14:15
Nu tem um bando de aldrabom ness praia qui ta anda so de facto e gravata e na bons djipe, nu ta pensa me alguem dreto afinal e grande corrupto qui sta la, ca nhos fadiga nhos ta pegado um por um.
 
 
+2 #4 entendedor 2012-01-27 14:13
Primeiro foi a empresa de carros que esteve sob o fogo cruzado das autoridades judiciais,. Agora é a vez da Bolsa de Valores. Quem não deve não teme. Vamos a ver até onde essa história vai dar. Cá por mim o VP vai sair logo logo da cadeia porque aquilo que ele fez trata-se apenas de um negócio para viabilizara bolsa de Cabo Verde. O resto é conversa mole para o boi dormir.
 
 
+1 #3 analista 2012-01-27 14:12
É preciso que a PGR, desta vez, vá um pouco mais longe nas investigações ao papel do VP enquanto PCA da BV. Foi, durante muito tempo aconselhado pelo Liberal e pelo Humberto Cardoso a se omitir de fazer propaganda comercial em favor das empresas e de outras instituições públicas e municipais que faziam intermediação de seus produtos financeiros (acções e obrigações) através da BV de Cabo Verde de modo a verificar quem são os verdadeiros donos das obrigações das instituições públicas que foram vendidas na bolsa e se alguém não terá sido beneficiado com informações privilegiadas. VP não só ignorou, como respostou de forma violenta no seu "Semana", ao estilo do JMN que vê na opinião dos outros uma maldade para acabar com a sua onda. JMN manteve no cargo um indivíduo sobre quem recaia a investigação policial, e pressionou de forma ilegal a justiça ao afirmar que "espera que a justiça seja justa" com o VP. Ora, VP, conscientemente se expôs a ser abordado, tanto por pessoas de bem, como por criminosos, até porque, alguns dos seus artigos no Semana traziam a sua assinatura e o contacto electrónico. Quanto ao BAI, outras autoridades deste País devem ser chamados à Justiça. Ninguém é inocente na entrada do BAI em Cabo Verde. Segundo um senador americano (de Ilinois), este banco ainda não deu provas de seu engajamento sério na luta contra a lavagem de capitais e os seus donos continuam um mistério. Por essa razão (está no site do senador) o banco inglês a HSBC foi impedido de representar o BAI no solo americano, enquanto não se clarificar essas questões.
 
 
+2 #2 compras 2012-01-27 14:09
Ó verissimo ensina-nos a fazer uma Mansão sem irmos ao banco e ter vários carros de luxo também ir ao Luxembourg 7 vezes, ser Sócio e gerente das empresas. Que intligência brilhante ele deveria ir para Suécia tirá-los do fundo da crise ensiná-los -ia.
 
 
+1 #1 Silvério Marques 2012-01-27 14:07
Será crime acompanhar um investidor a um banco para depositar dinheiro destinado á compra de acções. Até este momento ainda não vi crime. Paulo Pereira, o pai, a mãe e a irmã tinham centenas de amigos. Tem de haver algo mais subatantivo para acusar o Veríssimo Pinto. A PJ parte dfo princípio que Veríssimo fazia parte do grupo só ser amigo da irmã e de Paulo Pereira e de ajudar este a comprar acções na bolsa de valores. ASgora os que venderam viaturas, terrenos, prédios urbanos e apartamentos ? e os que alugaram os apartamentos ? e os que fizeram negócios com os outros traficantes, os condenados que estão na cadeia de S.Vicente. NADA E BAIXO OS JULGAMENTOS NA PRAÇA PÚBLICA E ATRAVÉS DE JORNAIS.
 
   

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