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Por José Manuel Veiga, escritor e ensaísta

Filho de Juvenal Lopes Cabral, professor primário cabo-verdiano e da guineense, Dona Iva Pinhel Évora, Amílcar Cabral, nascido em 12 de Setembro de 1924, na Guiné-Bissau foi assassinado em 20 de Janeiro de 1973, em Conakry, estranhamente não pelos colonialistas portugueses, mas sim por companheiros traidores.
Amílcar Cabral estudou agronomia em Lisboa, onde conviveu com jovens de outras colónias – Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade e Lúcio Lara, de Angola, Marcelino dos Santos, de Moçambique, Alda Espírito Santo, de São Tomé e Príncipe, Vasco Cabral, da Guiné, entre outros –, que mais tarde se tornariam também dirigentes dos movimentos nacionalistas nos seus países.
A explicação do assassinato de Amílcar Cabral ainda não convenceu a sociedade cabo-verdiana e alguns guineenses, nem o próprio mundo, a quem este grande homem deixou tanta falta. A VERDADE nunca é dita, porque de forma como este crime bárbaro aconteceu, muitos em princípio estariam implicados, ou por tomarem parte activa ou por ficarem omissos perante este facto, isto é, a eliminação física do Pensador e Dirigente da Independência da Guiné e de Cabo Verde. Existem testemunhos fidedignos de que havia Movimentos para a Independência da Guiné para além do PAIGC, referindo concretamente à FLING (Frente de Libertação e Independência Nacional da Guiné) A FLING negava, como nega ainda hoje, a Unidade Guiné - Cabo Verde. Foi esse Partido que fez o primeiro ataque contra o posto avançado militar português em S. Domingos e, também atacou a coluna militar e um camião civil de mercadorias vindo de Ziguinchor para a Guiné, tendo sido morto naquele ataque, um guineense de etnia Saraculé, de nome Babunda. Para além de algumas divergências no seio do PAIGC, na altura da luta armada, houve momentos em que essas discordâncias se acentuaram de tal modo que entre 1969 e 1971, altura em que o militante guineense Momo Touré fugiu para Conakry, houve uma grande ruptura entre os militantes. Segundo as informações recebidas de fontes credíveis, Momo Touré começou de facto a tomar conhecimento dessas divergências, durante a sua passagem pelo mato, até chegar a Conakry. As contradições sobre a Unidade Guiné-Cabo Verde eram tão visíveis que foram discutidas abertamente em Conakry. Numa reunião de quadros, Amílcar Cabral foi veementemente criticado por Momo Touré e alguns militantes do Partido. Durante as visitas de Momo aos países Comunistas como Cuba, Ex-URSS e RDA, ele não escondeu esses problemas, e falou abertamente para os companheiros que aí se encontravam nos estudos. Houve várias reuniões de militantes, em Conakry, com o próprio Abílio Duarte a não esconder essa preocupação sobre a Unidade, sendo essa a razão por que solicitou várias vezes à Direcção do Partido para fundar um Conselho Superior de Luta de Cabo Verde, no seio do PAIGC. Apelo esse que não foi atendido por Amílcar Cabral, apesar de reconhecer a necessidade desse Órgão. O desfecho final disso tudo foi iniciado com a prisão de Momo Touré, Aristides Barbosa e outros, depois de uma reunião de quadros, após várias tentativas de mobilizar Momo para ir estudar; o que ele sempre recusou porque, por um lado, compreendia a artimanha e, por outro lado (e, talvez, fosse essa a razão principal!), preferia ir para frente da luta. Essa última opção nunca foi aceite pela Direcção do Partido, que não o considerava como pessoa fiável. A noite de 20 de Janeiro foi antecipação da acção que estava sendo planificada para se levar a cabo. O objectivo era prender Amílcar Cabral, Aristides Pereira e Luís Cabral para, depois, os levar à zona libertada, a fim de serem julgados e destituídos. Amílcar Cabral obviamente, preferiu a morte a ser preso. A sua morte tornava-se inevitável por ter reclamado e enfrentado os seus algozes, os militares do PAIGC que foram incumbidos daquela suja tarefa. Os homens erram, mas nem por isso devem pagar com a vida pelos seus erros. Imagina-se, como é administrar as diferenças e conciliar os conflitos criados deliberadamente pelo colonialismo. Amílcar Cabral foi vítima de circunstâncias políticas e raciais que a certa altura não foi possível contornar sozinho. De um lado, filho de pai cabo-verdiano, nascido na Guiné, mas que ama a Guiné e Cabo Verde, lutou e deu a sua vida por aquilo que ele considerava como uma justa causa. De outro lado, estavam colocadas as peças do xadrez político, todas elas importantes, mas antagónicas sob o ponto de vista de uma meta traçada - a Unidade Guiné-Cabo Verde. Tanto os cabo-verdianos e os guineenses que estavam na luta como os que estavam fora, não sentiam essa firmeza de unir os dois países geograficamente distantes e culturalmente diversos. Só a "fidelidade" partidária ou lealdade ao Programa do Partido é que poderia debilmente sustentar essa ideologia. Inquéritos foram feitos, julgamentos foram realizados e muita gente inocente pagou por isso (ajuste de contas) conforme conta Alcides “Batcha” Évora, que participou como intérprete. - Amílcar Cabral foi assassinado em Conakry pelos seus companheiros de arma por divergências que não eram escondidas, mas que não puderam ser sanadas; - As principais fitas gravadas no Inquérito com os principais implicados nos assassinatos de Cabral não aparecem; - Luís Cabral, escreveu o livro sobre as memórias da Luta, mas não referiu claramente os pontos focais sobre a morte de Amílcar Cabral e nem apontou os implicados, ditos vivos; - O então Secretário-geral Adjunto e principais Comandantes e dirigentes cabo-verdianos, ainda vivos, que estavam presentes em Conakry, não falam do facto de uma forma clara. Alguns apontam o caminho com o dedo encolhido, ou seja, mencionam o assassinato, mas não apontam claramente os mentores intelectuais; - O livro “Cabo Verde e os Bastidores da Independência”, escrito pelo jornalista, José Vicente Lopes, também não revela nada de importante sobre a morte de Amílcar que mereça investigar a fundo; - A Polícia Secreta da Guiné não coloca em público os arquivos do PAIGC, uma vez passados já mais de trinta anos pós-independência. - Por questões de sobrevivência política, não interessa os velhos companheiros de luta de Amílcar Cabral revelar a VERDADE. Senão o Alcides “Batcha” Évora diria os nomes dos acusados, que ouviu falar durante o inquérito internacional. Onde estão as fitas? - Durante a Luta, os guineenses morreram: de mortes matadas e morridas tanto pelos portugueses através da sua polícia secreta – PIDE/DGS e de bombardeios aéreos, como também pelo PAIGC através de ajustes de contas. Qual é o cabo-verdiano que foi morto durante o episódio em Conakry? Será que só os guineenses é que não concordavam com a Unidade Guiné-Cabo Verde e com a forma como a Luta estava sendo conduzida? Certamente poderão dizer, mas eles não participaram e nem tinham interesse na morte de Amílcar Cabral. Ficam essas considerações para reflexão e com a esperança de que se possa saber, com a celeridade possível, os nomes dos responsáveis daquele acto brutal, para que possam ter o merecido castigo.
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Comments
Amilcar Cabral foi tanto intelligente que ele sabia se cabo verde nao foi parte politica e de guerra na guine, nunca nu ca ta seria indeendente. A nos na cabo verde ca ten matos ou espaco sufficiente pa nu fassi uma luta armada. Entao deus paga guineenses e sertos cabo verdianos que luta na guine.
Mas a verdade eh que nosso iindependencia so acontecou porque e quando o partido communista fez revolucao de cravos em portugal, 25 de abril. Novo governason portugues, communista nao acreditava em colonialismo, enton eles nos derem independencia. So que grande erro foi quando eles so rechocerem o paigc como unico partido para negociar a nossa libertade. Paigc un partido communista, novo lideranca portugues communista resto e um periodo na nossa storia que no passa mas mal em cabo verde. Maneira que nu foi tratado pa paigc na 500 anos em cabo verde, portugues ca tratano asi.
Eu sinceremanete acredito que PIDE/DGS com ajuda e logistica de CIA matou Cabral...
Cabral Ca Morri
ta formula morti di Kabral, mas ironikamente ez ta exklui, sistematikament e y malissiosamente kel monstru di aparelhu kolonial ki ta vigoraba na altura. Kumo eh pussivel pa um sapiente pensa ma kabral matadu....mas foi tudu arguem, mesnos seh inimigo numero um....Partugal.... kabral ki fuzila-l eh guvernu Purtgues, ku ajuda di kes grandes paizes dimokratikus ki nhos tudu ta adora...
EZ ta matano y ez ponu na guerra ku kumpaner...."small minds think alike"!!!
Alias Cabral disse que nao regressaria a Cabo Verde, que ele considerava uma terra de mestiços, estando disposto a ir para Angola ou Moçambique, mas NUNCA a Cabo Verde?!
Porquê? porque Cabral nao se sentia caboverdiano e tinha convivido muito mal nos seus tempos do Liceu com os mestiços de Mindelo.
E' por isso que ele resolve adoptar a sua nacionalidade de nascimento, quer dizer guineense e vai viver para a Guiné.
Cabo Verde é que NUNCA regressaria, peferindo ir mesmo para as outras colônias, exceptuando Cabo Verde.
Conclusao: para quê pois estarmos a perder o nosso tempo com Cabral que nao queria ser caboverdiano.
E' pois um disparate dizer que Cabral era caboverdiano e que é pai da Nacionalidade caboverdiana.
Chiça, se ele mesmo dizia que nao era caboverdiano como é que ele pode ser pai da nossa nacionalidade?!
Como se sabe, Cabral nunca teve a nacionalidade caboverdiana, para além de ter nascido na Guiné, onde também nao foi registado enquanto guineense.
Mas o historiador guineense Juliao apresenta pela primeira vez no seu livro a certidao de nascimento de Cabral, em facsimile, para demonstrar que Cabral nao poderia ser caboverdiano, mas sim guineense.
Os dirigentes caboverdianos nao disseram nada sobre essa certidao de nascimento apresntado no livro de Juliao como a contriuiçao mais importante da historia sobre Cabral.
Nunca se tinha encontrado até agora nenhum rasto da certidao de nascimento de Cabral. Estao a ver portanto que Cabral era um clandestino quer em Portugal, quer em Cabo Verde quer na Guiné à luz da lei.
Sim, porque ele era tido como português de nacionalidade pois éramos colonias quer a Guiné quer Cabo Verde, nascido na Guiné, logo guineense enquanto naturalidade, e caboverdiano por ser filho de caboverdianos.
Filho de caboverdianos ou de pai caboverdiano Juvenal e mae guineense Nha Ida?! Ninguém até agora respondeu. TALVEZ ESSE Fidje de [*********] que anda preocupado com filhos de [*********] em Cabo VERDE (tem muito que contar!!!) saiba dizer-vos quem era Nha Ida, pois uns dizem que ela era guineense e outros que ela era caboverdiana.
Ela era guineense de nascimento filha de caboverdianos ou era caboverdiana imigrante na Guiné?
Se nasceu na Guiné entao tem o mesmo problema que Cabral. Se nasceu em CV entao ela era caboverdiana.
Mas porquê todo este imbroglio em relaçao à identidade de Cabral?
E' que porque o Fidje de [*********] toca neste aspecto ha que dizer igualmente que diz também que Cabral nao era filho de Nha Ida, mas sim de uma guineense e que Nha Ida o registou enquanto mae.
Como vêem o Fidje de um [*********] e 40 pais anda bem informado subliminarmente sem saber sobre a identidade deCabral.
Mas a mim tal nao me preocupa, pois quem me garante que haja um caboverdiano que saiba a 100 por cento que o seu pai é seu pai?!
Quem me garante isso, sabendo que a esmagadora maioria dos caboverdianos sao bastardos sem saberem, pois [*********] é uma instituiçao em Cabo Verde!
Talvez seja por isso que esse filho de 40 pais aborda esta questao.
Isto merece uma convocaçao expressa de Freud para o caso de Cabral e seus seguidores bastardos!!!
Fomos convidados a debater de maneira civilizada, mas eis que me aparece um gajo que me ataca de maneira feia pelo que tive que responder na mesma moeda.
Mesmo assim com uma linguagem rasca, fiz uso de comunicaçao factual, pois tudo o que disse é dos livros.
Alerto portanto ao Alberto que nao tolerarei que bninguém me ataque, esperando que eu nao replique.
Triste é saber que os caboverdianos sao incapazes de debater sem resvalar para a baixaria!!!
Kabu Verdianus luta na matu, en mutu menor kuantidadi di ki ginensis, é sertu, es more mutu menus di ki ginensis, tanbe é sertu, mas tanbe é sertu ki luta foi na Gine i, Gine é más grandi i ten más algen di ki Kabu Verdi. Di kualker manera, more Dimingu Ramu, Zeka Santus, Justinu Lopi, Jaimi Mota, Amilkar Kabral.
Mendu Santiagu, talves si bu pai staba la, (na matu ta lutaba) e ta flaba bo kantu i, kenha ku kenha ki moreba. Mas komu e staba bistidu di PIDI e ta maltrata nos povu i si armunsis, bu erda, infilismenti, si spritu kriminozu i PAN (xeiu, karegadu, ti-boka) di pekadu.
Kabu Verdianus luta na matu, en mutu menor kuantidadi di ki ginensis, é sertu, es more mutu menus di ki ginensis, tanbe é sertu, mas tanbe é sertu ki luta foi na Gine i, Gine é más grandi i ten más algen di ki Kabu Verdi. Di kualker manera, more Dimingu Ramu, Zeka Santus, Justinu Lopi, Jaimi Mota, Amilkar Kabral.
Domingos Ramos caboverdiano? Cadiré!!!
No blogue de Luís Graça & camaradas da Guiné(I série) encontrei esta "pérola", que transcrevo: "GUINÉ 63/74 - CDXCIII: DOMINGOS RAMOS e MÁRIO DIAS, A BANDEIRA DA AMIZADE. 1 - Ontem publiquei um texto (que qualifiquei de notável) assinado por Mário Dias, sobre o seu relacionamento com o Domingos Ramos, guineense, futuro comandante da guerrilha do PAIGC. Eles estiveram juntos na tropa, entre 1959 e 1960, até ao dia (Novembro de 1960) em que Domingos Ramos desertou, passando-se para o lado dos nacionalistas e independentista s do Amílcar Cabral."...............................
Segundo Luís Graça Domingos Ramos morreu em 1966, em Madina de Boé, "em circunstâncias pouco ou mal conhecidas"..., mas antes, em 1965, os dois "amigos" ter-se-iam (re)encontrado no sul da Guiné, mas isso é outra história...
Portanto, meu caro Badjunku, Domingos Ramos era guineense de gema. Nado, criado, sacramentado e... enterrado! Ao contrário de Amílcar Cabral, que tinha ascendentes caboverdianos, palpita-me que o "comandante Ramos" não tivesse raízes nos nossos cutelos e rubêras, mas é só um palpite e vale o que vale!... (Continua)
Quanto ao argumento "demográfico e localizacional" utilizado para justificar o reduzido número de caboverdeanos "tombados" - 3(três!), excluindo, já agora, Cabral, guineense, morto em Conacry, e Domingos Ramos, também guineense - "sobram", fazendo fé na sua afirmação, os tais 3 berdianos (o Zeca Santos, o Justino Lopes e o Jaime Mota), dizia eu, quanto ao argumento,de tão coxo, não o entendo.Era para ser levado a sério? Anyway, o número de "tombados" não se afasta muito da pergunta formulada no meu comentário: "Menos de 5"? Confira!
É sabido que d'entre os caboverdeanos "directamente" envolvidos na luta armada nem todos "experimentaram" as agruras da mata. Alguns nunca terão saído de Conacry (pelo menos para a mata!), tal facto não diminuindo o seu grau de participação - pelo contrário! -..hum... e nem é essa a questão essencial!...
O que me deixa seriamente preocupado é a ligeireza com que o tema é abordado, à partida subestimando a resistência do povo - nas Ilhas e na diáspora, cada um "lutando" à sua maneira!!! -, e a catalogação simplista (ou simplória?) de que quem não esteve "fisicamente" no mato (99,9 por cento dos caboverdeanos!) esteve "forçosamente" com a PIDE. PIDE, sublinhamos, e não PIDI, credo! Quando muito, PIDS (Pulisia Internasional di Diféza di Stadu, está bem assim?) Ou, não?
Três dúvidas me assaltam: 1 - Os "midjoris fidjos di nôs terra" são "só" os que estiveram no mato? 2 - O Liceu da Praia, à semelhança do Aeroporto (que era Tchico Té, guineense) estará em vias de ser rebatizado? 3 - Não é que me tire o sono mas... gostaria que "alguém do mato" me confirmasse a presença do pai do Badjunku nas matas da Guiné ao tempo da luta armada. Se não pôs lá os "costados", alguém sabe qual foi o seu "papel" na luta de libertação?... se algum teve...
Boa tarde.
Sulcando as ondas do Atlântico azul
Sob o imenso celestial manto azul
Tu, oh nosso valente Tubarão Azul
Seguiste rumo à CAN na África do Sul
Eis que tu nas terras de Mandela
Demonstraste que não és fatela
Competiste uma grande estrela
E de ti, hoje, o mundo inteiro se fala
Sob o comando de Luz e Atum
O teu caminho será sempre iluminado
O teu "butxu" jamais ficará em jejum
O adversário será sempre derrotado
Incomparavelmen te pequenote
Fizeste façanha de um gigante
Qual David e o temeroso Golias
Se tu meteste muito mais golos
Angola tem ouro e tem diamante
Tem petróleo e palancas negras
Hoje até um golo possui a mais
Do que o minúsculo Cabo Verde
Vem aí o infeliz e atrevido Ghana
Com desprezo pelo Tubarão Azul
Que tem um pacto com a vitória
E, certamente, vai tirar o Ghana toda a gana
Parece-me que ainda tem la familiares em R.Grande. Ou sera que esses (ditos) familiares estiveram e/ou estao confusos?
Vejamos um pequeno extrato de um jornal angolano:
não existem patrocinadores de peso nos clubes. A Selecção Nacional foi para o CAN da África do Sul com magros apoios publicitários. O orçamento da Federação Angolana de Futebol também não era nada de especial, mesmo em comparação com os orçamentos de outras selecções africanas.
Os Palancas Negras foram para a prova com todas as virtudes do desporto intactas. E representaram o país dando o melhor que tinham para dar. Mostraram nos três jogos que disputaram, um futebol agradável. Todos os atletas puseram em campo técnica, rigor táctico e grande empenho. Alguns tiveram durante os jogos quebras físicas comprometedoras . O desporto é assim, os homens não são máquinas. Feito o balanço dos três jogos, a minha opinião é esta: a Selecção Nacional teve um desempenho razoável mas os adversários foram melhores.
Lemos e ouvimos por aí que a prestação dos Palancas Negras no CAN foi uma vergonha. A grande vantagem da democracia é que a opinião é tão livre como a asneira. Eu penso que a maior vergonha que se viu no CAN foi a batota no jogo entre Cabo Verde e o Gana. Os Tubarões Azuis foram derrotados por uma equipa de arbitragem que em vez de ajuizar o jogo trabalhou para a organização e para os interesses económicos que gravitam à volta da prova. Ganhar como o Gana ganhou é uma vergonha. Arbitrar um jogo de futebol a pensar nos patrocinadores e outros agentes económicos é não só uma vergonha mas também um crime de lesa-futebol.
A Selecção Nacional conseguiu apurar-se para o CAN. Grandes selecções que conquistaram títulos africanos e já participaram em vários campeonatos do mundo, ficaram em casa. Selecções fortíssimas como a Argélia, Marrocos ou Tunísia, foram mais cedo para casa. A Zâmbia, detentora do título, não conseguiu impor o seu futebol e ficou de fora da fase a eliminar. Vergonha? Não. Os adversários foram melhores. Repito: vergonha foi uma equipa de arbitragem sem categoria ter levado para as meias-finais o Gana, que foi claramente inferior a Cabo Verde. Jogar bem, mal ou assim-assim, não é vergonha. Vergonha é fazer batota. E Angola não fez.
Poema do pioneiro, kim ta lembra vagamente ta fra sim...
" Cabral, cabral,...nasceu na Guine eh estudou em Cabo Ver...com mais camaradas fundou o PAIGC" Parcem ma keli ta mostra ma Cabral nesseh na Guineh...Nka sabeh kantu anu bu tem ou na undi ki bu viveh...mas na cabo verde, PAIGC nunka ngadja faktu ki Cabral nesseh na Guine...Estou errado?
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