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Thursday, 18 September 2014
OPINIONS - Quando é que a crise financeira chega a Cabo Verde?

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Adérito Barros
Quando é que a crise financeira chega a Cabo Verde?PrintE-mail
Sunday, 17 July 2011

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O Impacto da Crise Internacional nas Economias dos P.E.D. (Países em via de desenvolvimento) – Cabo verde.

 

Uma breve análise da crise mundial e o seu impacto na economia Cabo-verdiana.

Foi, provavelmente, no primeiro semestre do ano 2007 que se arrebentou a Crise “financeira”, no ramo imobiliário, começando nos Estados Unidos de América (EUA). Como todos sabemos, tudo isso parece ter começado com os “Subprimes” ou hipoteca imobiliária, aliás, esta crise tecnicamente, começou após a Reserva Federal de EUA ter começado a praticar  políticas monetárias de acesso ilegítimo, de modo a incentivar uma maior procura no mercado do Imobiliário e, por outro lado, provocada por excesso de liquidez disponível no mercado de capital que, por sua vez, fez aumentar também a oferta e a procura dos imóveis entre os produtos bancário. Acontece que, houve uma procura exponencial e um aumento das vendas na mesma proporção, devido a facilidade da obtenção do crédito (crédito ao consumo e habitação) junto das Instituições de créditos etc. Contudo, a avaliação superficial e o facilitismo na concessão do crédito “cego”, evidenciou um certo alarme, porém nada que pudesse pôr em causa a economia (para eles – os banqueiros norte-americanos). As famílias de baixa renda ou sem liquidez disponível também poderiam comprar habitação sem grandes dificuldades na obtenção do crédito e outros serviços de carácter obrigatório inerente ao empréstimo. Aconteceu assim aquele que seria a crise mais intensa da década – uma crise imobiliária.

Rapidamente espalhou-se por vários sectores da Economia, culminando assim com falências de gigantes Instituições Bancárias (a recordar – Lehman brothers: EUA etc.); aumento brutal (histórico) do desemprego; aumento das desigualdades sociais abrupta (os mais ricos aumentaram as suas fortunas e os pobres tornaram-se ainda mais pobres); a pobreza também conheceu aumento exponencial por toda a América do Norte, porém não ficou apenas por aqui, aliás espalhou-se intensamente por toda a União Europeia (Economia muito aberta = vantagens e problemas). Mas a desgraça não foi apenas esse (Mais a frente daremos a continuidade a esta ideia).

O Mundo vive cada vez mais próximo economicamente (Economia do tipo muito “aberta” ao face exterior, i.e., por exemplo, Portugal tem um grau de abertura face ao exterior próximo dos 80% (INE:2008)   e  Cabo Verde apresenta ainda uma maior amplitude, devido, provavelmente, a sua fraca produtividade e a não existência de grandes indústrias nacionais geradoras de rendimentos e, pelo facto de, naturalmente, doutras questões estruturais e factores externos), daí que, os efeitos são, previsivelmente, sentidos por todos os países envolvidos, mas sobretudo aqueles países com que este partilha as suas transacções económico-financeiras de maior importância de liquidez.

A Europa (Zona Euro) sofreu, de imediato os efeitos controversos da conjuntura económica e financeira que se está também, neste momento, a tornar-se social, de tal maneira que a Comissão Europeia (CE), o Banco Central Europeu (BCE), através dos assuntos económicos, tomou a consciência activa de que seriam necessários um conjunto de medidas severas para diminuir o efeito do contágio, proveniente de uma das maiores Economias do globo (EUA) para os restantes estados membros. As medidas terão sido tomadas, independentemente, pelos Estados Membros da União Europeia (EMEU) mas sempre numa perspectiva das normalizações europeias, mas sobretudo no controlo de défice orçamental (≤3% do PIB) e dívida externa (˂70% da riqueza gerada). O objectivo seria minimizar o impacto da crise sobre as economias membros mais frágeis e que apresenta maior índice de vulnerabilidade económico-financeira (v.g., é o caso dos países periféricos: Portugal, Irlanda e Grécia), mas a verdade é que os países membros continuavam a apertar a corda, cada dia,  um bocadinho mais, mais e mais… tudo para que quando chegasse a crise, na sua verdadeira compreensão racional, pudessem estar preparados, ou não tão desnutridos financeiramente.

Em 2008, muitos economistas de renome internacional previam que a crise financeira mundial teria o seu pico máximo nos EUA, contudo, o facto é que isso nunca aconteceu, pois houve reforços atrás de reforços de capitais e outras medidas fiscais, como forma de impulsionar a economia e diminuir o impacto do contágio e o prolongamento da crise. Houve aumento histórico de trabalhadores a serem dispensados diariamente a nível global, como se não bastasse,   muitas empresas  (Grandes empresas e multinacionais) entraram na insolvência técnica e/ou incumprimento contínuo para com os seus fornecedores, pois aconteceu, por um lado, porque os seus clientes começaram a entrar em incumprimento, e, por outro, porque não se conseguiam escoar os produtos, e, ainda muitas outras empresas acabaram por fechar a porta definitivamente ou entraram em regime de lay-off, porque as encomendas e as vendas caíram a pique entre outros problemas da economia.

Estaríamos perto do fim, quando se preparava para aquele que seria um outro ano dificílimo para a recuperação da economia global, aliás, das economias em crise (Ano:2009). Muitos Estados Membros passaram por recessões económicas profundas e prolongadas. Houve intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI), juntamente com fortes medidas de austeridades implementadas pelos países em causa, mas como a crise era tal que, apenas os apoios financeiros do FMI não seriam suficientes, logo, entramos num ciclo troikiano, em que o BCE e a CE passaram a fazer parte deste apoio. Convém, contudo, não se esquecer de que este apoio é um empréstimo à dívida soberana a uma taxa de juro com maturidade de 5, 10 e 15* anos por vezes muito elevada.

Acaba o ano de grandes sacrifícios, vamos as contas á vida: Parece que o mercado internacional finalmente está a recuperar do forte tombo, mas isso poderá ser uma realidade só daqui a pelo menos 3 anos, a correr bem ou melhor a correr muitíssimo bem.

Em 2010 a Grécia estaria, portanto a equilibrar as suas contas públicas; A Irlanda, recorreu a ajuda do FMI, BCE e CE – a troika. E, Portugal finalmente conseguiu baixar o deficit orçamental teórico e a dívida soberana, ainda que, não conseguiu atingir os níveis esperados, no entanto continua em contracção económica (crescimento negativo). Apesar disso, a dívida soberana portuguesa continuou a negociar-se a nível de risco moderado e tendencialmente elevado  e a um financiamento na praça financeira a uma exigência extremamente elevada (quanto maior o risco de cumprimento maior é também a taxa de juro exigida pelos credores. Quem avalia o risco de incumprimento são as agências de rating, por exemplo, a MOODY´s, Standard & Poor´s (S&P) e Fitch - são ambas americanas). Portanto, isto demonstra que efectivamente, existem desconfianças patentes entre as grandes economias e entre aqueles agentes financeiros que os financiam, sejam eles públicos ou privados. Há cada vez mais dificuldades na obtenção de financiamento por parte dos Bancos e do Estado, ainda que, a uma taxa de juro muito elevada. Desde logo porque faz com que os Bancos Nacionais privados ou públicos ou ainda de capitais mistos não estejam dispostos a conceder créditos a qualquer cidadão ou empresa, i.e. concedem créditos àquelas pessoas ou empresas com menor risco possível de incumprimento das suas obrigações (no limite com risco nulo) e a uma exigência contratual demasiadamente rígida. Normalmente, quando isso acontece é porque o spread a negociar será elevado, ou seja, a margem do lucro  sobre os empréstimos concedidos são tendencialmente maiores  – Uma medida preventiva, até porque segundo o estudo publicado, a tempos, pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) para a SIC (Televisão privada portuguesa), demonstra que o crédito mal-parado tem vindo a aumentar para números alarmantes em todos os países da zona euro mas particularmente em Portugal, razão justificada claramente com os excessos de crédito das famílias (Em média cada família Portuguesa tem 7 créditos. Em Cabo Verde não é, para já, muito grave mas entendo que a longo prazo poderá vir acontecer tal como em Portugal, impulsionado pelo desenvolvimento da economia e aumento da qualidade de vida) e, evidentemente, que o desemprego, a diminuição do poder de compras através dos aumentos dos impostos com efeito directo e o surgimento de novas medidas de austeridade etc… implicarão, por outro lado, um esforço maior para as famílias e as Pequenas e Médias Empresas (PME) até um ponto em que se comece a aparecer as dificuldades e no limite há incumprimento – surgem dívidas.

O impacto da crise Americana e Europeia na economia Cabo-verdiana.

Agora, o problema consiste em parte, por estudar quais os comportamentos ou efeitos que a crise europeia e americana, no imediato, ou no longo prazo poderá ter no processo de desenvolvimento de Cabo Verde. Ora bem, existem aproximadamente 500.000 pessoas em Cabo Verde (população residente, Censo2010 – INE.cv), número igual que constitui a sua Diáspora (estimativa). O que significa que existe um outro “Cabo verde” a contribuir para o crescimento do território nacional, mas esses talvez representam um maior contributo do que os residentes, na medida em que uma parte muito importante de toda a riqueza gerada no país prevêem dos apoios directos às famílias em Cabo Verde, através das remessas dos emigrantes, muito embora, estes apoios tem vindo a afunilar-se ano após ano ou, ainda dos esforços no investimento dos emigrantes no país.

Os Países Europeus da comunidade económica (zona euro) atacaram em defesa legítima à economia da zona euro ainda que, de forma muito superficial e de pouca abrangência no contexto Europeu propriamente dito, tudo para que se pudesse, individualmente, devolver ao mercado internacional a confiança na economia de cada Estado em causa. Alguns Estados começaram a proteger o emprego através de restrições nos acessos a certos empregos (dado não oficial e sem efeito legal*) empurrando assim, os imigrantes para o desemprego e a pobreza.

A questão é, para melhor explicar essa ideia, há no mercado disponível mais e melhores Recursos Humanos em termos de qualificação e de competências no domínio académico-profissional à  procura de emprego, portanto uma qualificação que uma grande parte dos imigrantes não tem, aliás a maioria dos imigrantes no espaço europeu são de baixa qualificação, procuram a Europa para trabalhos que exigem poucas qualificações e que os europeus não querem fazer, muito por culpa de um desenvolvimento forçado da sociedade do velho continente. Para uma melhor análise,   vou mostrar qual é a representatividade/percentagem de imigrantes em alguns dos principais países membros da EU. Assim, temos que: Em Alemanha 9% da população corresponde a imigrantes (Eurostat: 2003); Em Portugal, 5% é a percentagem de imigração no universo de perto de 11 milhões de residentes; 5,5% da População de Holanda são imigrantes. Como vemos, há um número muito significativo de imigrantes espalhados por toda a Europa ( no total do valor percentual estimado é de 8%).   Mas vou focar, essencialmente, no caso dos  imigrantes Cabo-verdianos: Em Portugal existem mais de 70.000 Cabo-verdianos inscritos na representação diplomática (Embaixada de Cabo Verde em Lisboa, e representantes consulares honorários espalhados pelas várias outras cidades de maior concentração dos cabo-verdianos – é a terceira maior comunidade de imigrante em Portugal, depois dos ucranianos e brasileiros); Em Holanda existem perto de 40.000 cabo-verdianos e é nos Estados Unidos da América (EUA) que vivem a maior comunidade cabo-verdiana, nomeadamente no Estado de Massachusetts (Brockton, Boston, New Bedford, Rhode Island e outros.

Agora vejamos: Os EUA entraram naquela que é talvez a mais profunda crise da sua história desde a sua independencia, levando consigo os seus principais parceiros comerciais a  mais intensa crise desde a 2.ª Guerra Mundial (Europa), assim perguntamos qual é a consequência que este facto pode produzir no rendimento disponível das famílias?

Portugal é um outro país na mesma situação em termos compartivos, apesar de existirem menos cabo-verdianos do que nos EUA, mas aquele é responsável para um maior cashflow out (saída de dinheiro) para Cabo Verde, no entanto é este Estado Membro Europeu um dos que mais sofreu com a conjuntura da crise internacional. Com a taxa de desemprego situada perto 11% (BP/INE - Dez.:2010) e com mais de 4 000 000 de pessoas consideradas pobres (Famílias cujo rendimento não exceda o IAS= 419€, cerca de 45 contos, em moeda cabo-verdiana),   quando no pais vive 11 000 000 de pessoas. Estes dados reflectem a situação económico-social do país, que a meu ver, é catastrófico. Ora bem, raramente os imigrantes ganham mais do que o Salário Mínimo Nacional (SMN), o que é equivalente a 475 +10+… até 500€ no final de 2011. A esse valor acrescenta-se ainda, o Subsídio de Alimentação legal comparado a função pública que é anualmente afixado pelas autoridades competentes, mas que se situa a volta 4,27€.

Uma grande parte dos cabo-verdianos trabalha na construção civil e obras públicas (Homens) e as mulheres nas actividades domésticas, Restauração e comércio etc. e ainda, os jovens estudantes  trabalham nos shoppings e grandes superfícies comerciais, ou ainda nos pubs e centros de diversões noturnas (night club). Agora vamos lá ver: O sector da construção civil foi uma das áreas mais fustigada pela crise (existem perto de 1 000 000 de habitações por vender, o que significa que este sector precisará de muitos anos (10 ou mais) para voltar aos momentos gloriosos), em conjunto com milhares de restaurantes que fecharam as suas portas, desde o inicio da crise, por cada dia fechavam mais 200 restaurantes em todo o país, mas claro que, houve também muitas novas empresas deste ramo a surgir ( por cada 100 empresas que encerram a actividade, abriam portas 10). As senhoras também deixaram de receber, para o mesmo trabalho, o salário que dantes recebiam, em outros casos, perderam mesmo os seus empregos. Então pergunto: Como é que eles conseguem ajudar as famílias em Cabo Verde? Normalmente, não são poucas as pessoas que constituem  o agregado familiar,   uma vez que, em média, há 5 (Cinco) pessoas por cada Família. É evidente que  haverá uma diminuição das remessas - o que leva a aparecer algumas dificuldades para estas famílias residentes no país (CV) a adquirirem e manterem as mesmas tendências e poder de compra. E mais uma vez, o país deixa ou perde uma fatia importante que poderia gerar algumas riquezas, o que faz com que essas famílias deixam-se de pertencer a classe social que dantes pertenciam posicionando-se numa nova classe social que se criou por forças das circunstâncias. E, tendencialmente estas passam a ter necessidades não colmatadas, o que poderá levá-las ao risco de pobreza extrema, e possivelmente podem ser arrastados para um conjunto de outras dificuldades entre outras o abandono escolar; a marginalidade; as violências e outras consequências igualmente preocupantes.

Além das problemáticas que são geradas nas famílias, há um efeito negativo que é gerado no tecido empresarial, pois há, digamos assim, uma redução das disponibilidades financeiras por motivo de transacção, provocada pela diminuição da procura dos cabazes de compras e outros bens de consumo. Tudo isto, poderá ter um impacto mais do que proporcional no nível do desenvolvimento do país. Cabo Verde é um país cujas dificuldades económico-sociais são patentes e latentes a vários níveis, pois basta ver pela posição económica que este representa no universo de mais 190 países, em termos de riqueza total produzido (Produto Interno Bruto – PIB), situa-se na posição 165 para o FMI: 2008 e 174 para CIA Word factbook: 2009. Apesar disso, em termos do Produto Interno Bruto (PIB) per capital (riqueza por pessoas gerados no país, i.e, a quota parte teórica que cada um de nós criamos durante um ano, ou vários anos – PIB real) este país, insular, representa a posição 126.

Apesar da forte dependência da economia cabo-verdiana face ao exterior, este conseguiu passar a prova de fogo, com um crescimento em média a rondar os 5% anuais e as estimativas do Banco de Cabo Verde (BCV) apontam que a economia nacional irá continuar com um crescimento favorável para os próximos anos. No entanto, o crescimento verificado não se deve apenas aos Investimentos do Exterior (I.D.E.), pois em grande parte dos projectos em andamento ou em fase de conclusão, resultaram de parcerias pré-crise (antes de 2008).

As grandes multinacionais, principalmente as empresas ligadas ao turismo apostaram fortemente antes do inicio naquele circuito da crise, contudo, houve muitas obras que não poderiam ir para a frente, porque houve um bloqueamento de parte das verbas previamente negociadas, e assim, levou a que, em algumas lhas, que criassem uma certa desconfiança, mas hoje posso dizer com um certo alívio de que isso é apenas algo já, quase, ultrapassado.

Segundos dados do Instituto Nacional Estatística (INE: 2009), desde o ano 2000 que houve uma diminuição da intenção da emigração, manifestados pelos Cabo-verdianos. Isto, por um lado, demonstra que o País está a conseguir a ganhar a confiança dos seus residentes mas, por outro lado, já estamos a perceber de que a oportunidade que dantes havia nos países de acolhimento já não existe. A Emigração passou para um segundo plano, ainda assim, muitos gostariam de fazer parte da população emigrada por vários motivos pessoas ou ainda motivação profissional. Porém, os resultados tem vindo a ser muito negativo, centenas de milhares de Cabo-verdianos que experimentaram esta forma de viver acabaram por regressar ao país de origem por não se conseguiram adaptar a realidade actual ou então, o caso mais evidente, é acabarem por perceber que afinal, foi uma desilusão.

Cabo verde depende, na minha opinião, excessivamente do exterior. Basta ver que até os produtos que se encontram a ser comercializados, representam mais 80% de toda a mercadoria disponível. Importamos Água potável, alimentos, combustíveis, tecidos, enfim tudo aquilo que pudemos imaginar necessário para o desenvolvimento do país, quando muitos produtos poderiam ser perfeitamente produzidos no País, com as mesmas qualidades e padrões internacionais ou eventualmente melhores uma vez que os produtos importados passam por condições de transportes, tempo ou outras que poderá ter algum impacto na sua qualidade final. Mas o problema não é a importação mas é o preço final.

Os cabo-verdianos poderiam desfrutar de uma alimentação saudável, se todos e ou o Estado pudesse apoiar ainda mais a produção nacional e dar a prioridade aos produtos nacionais. Há potencialidades em várias Ilhas, umas produzem batatas, feijões, etc melhores do que outras ilhas e enfim, cada Ilha tem a sua especificidade potencial de produção e deveriam a sua exploração ser mais intensa, ,  na minha modesta opinião,.

A posição de Cabo Verde, por ser ilhas, mas pelo facto de ser um país insular, deveria imperiosamente, apostar na máxima qualidade de turismo de sol e praia como sendo parte da sua bandeira nacional, pois é uma forma inteligente de se livrar da forte dependência ao Exterior. O país deverá apostar nos jovens para a promoção do empreendedorismo e ajuda-los para que surjam condições que possibilitam a criação de riquezas.

Para que o País seja (mais) próspero, tal como todos os Cabo-verdianos gostariam de o ver, é preciso também educar os nossos cidadãos, envolvendo-os para as causas nacionais, pois acredito que há muitos Cabo-verdianos pelo mundo fora que esqueceram do país onde nasceram mas onde estão mergulhados as suas raízes. Esses sim, poderiam dar uma mãozinha para ajudar o País a conseguir melhores resultados macroeconómicos e melhores projecções internacionais.

Teríamos que, por outro lado, responsabilizar os nossos dirigentes para os resultados alcançados e educar os futuros homens e mulheres da classe política para que, no futuro, viessem dar uma maior ênfase ao empreendedorismo tecnológico social entre outras áreas de maior relevância , e, também através Instrumentos legais preparar as légis que facilitam a vida a àquelas pessoas empreendedoras e possibilitar uma maior flexibilidade laborar.

 

Nota: Este texto tem uma abrangência académico, por isso caso alguém tenha interesse em estudar com maior profundidade, faculto-lo-ei com maior amizade, bastando, por isso comentar o texto a pedir informação do autor ou contactar-me através da FORCV.

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Adérito Barros

Adérito Barros

BIO

Barros é natural da Ilha do Fogo. É licenciado em Gestão de Empresas - ULPorto, Especialista em Banca e Seguros pelo Institutos de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais - IESF (Portugal:2008) e Mestrando em Economic na Especialidade Regulação e Concorrência pela Faculdade de Economia (FEP) da Universidade do Porto.

Atenção: As opiniões expressas pelos colunistas não representam a posição da FORCV. Elas apenas traduzem o ponto de vista dos mesmos. A FORCV publica artigos de opiniões de diferentes colunistas com o intuíto de apresentar diversos pontos de vistas aos nossos leitores. Por isso, convidamos pessoas interessadas a enviar artigos de opiniões para editor@forcv.com.

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Comments  

 
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0 #11 carlos 2011-09-17 13:29
mas o problema caro sr aderito é saber como reduzir esta tal dependencia?
 
 
0 #10 Jean 2011-07-20 06:14
mais um excelente artigo de Dr. Adérito Barros. cabo Verde precisa de gente como o Sr. capaz de deslumbrar uma grande motivação.
 
 
0 #9 Clara Claridosa 2011-07-19 08:55
Os Africanos são CONTRA os caboverdeanos patriótas! Sabem porquè? 1º Os caberverdeanos “Administradore s e Funcionários” durante o Império ultramarino nôs os patriótas caboverdeanos é que mandavamos,educ avamos e civilizamos os africanos em Moçambique, Guiné Bissau,Angola e STP; Por isso esse ódio e ressentimento aos caboverdeanos nobres e cultos permanece até hoje e: 2º Em, 1975 o Movimento Ladrão Povo do de Angola, DEPORTOU injustamente cerca de 5000 cidadãos caboverdeanos dignos e honrados dos bairros e musseques de luanda para a cidade da Praia em Cabo Verde!Os de 5000 cidadãos caboverdeanos dignos e honrados foram colocados num barco como cães e deportados para Cabo Verde. 3º Vejam só o que está a passar agora em São Tomé e Principe, em que há 60 anos que os mais de 70 mil cidadãos caboverdeanos estão a viver ali e o Estado de São Tomé e Principe recusa dar a nacionalidade de São Tomé e Principe, porque eles são patriótas e cidadãos caoboverdeanos Após a independência de STP, as empresas daquele país foram nacionalizadas entrando depois na falência(Gestão africana). Então, o estado distribuiu parcelas de terras a todos os moradores nativos desse país. No entanto, a esmagadora maioria cabo-verdiana nas roças não recebeu parte dessas terras, dada a sua condição de estrangeiros. 4º O PAIGC deu um pontapé no “furo” – traseiro-rabo dos caboverdeanos na Guiné Bissau e em 1980 os caboverdeanos foram expulsos da GB e tiveram de regressar a CV; Os africanos não gostam dos caboverdeanos patriótas puros!
 
 
0 #8 Mendo Santiago 2011-07-19 06:31
A crise é mundial mas nós caboverdeanos sabemos que há países com "reservas jeitosas" que vão ultrapassar a crise com uma perna às costas. E é lá que vamos... SACAR! O que temos a fazer - e já está a ser feito - é mudar de credor, perdão, de... benfeitor! "Estes já não têm... estão nas lonas... vamos pedir para outra freguesia." É isso! Ocorreu-me agora que, na visita a Cabo Verde, por altura das comemorações da Independência, o Presidente Ramos Horta afirmou que Timor estaria disponível para resgatar a dívida soberana de Portugal. Não é tarde nem é cedo, ainda bem que fala nisso... Mas, por quem é, Senhor Presidente Horta?! Nós aqui temos que construir a "Cidade Administrativa", prometemos dois helicópteros para a Brava, casa para todos, o décimo terceiro mês (sim e não), o porto de águas profundas para desviar as atenções da gente de São Vicente; as barragens, as ligações de barco inter-ilhas, os aeroportos, os aterros sanitários, a melhoria das condições de vida dos emigrados em São Tomé e Príncipe; o combate ao narcotráfico, o diálogo com os thugs, a segurança das famílias caboverdeanas; o combate ao abuso policial, à morosidade dos tribunais, ao desemprego, sem falar da resolução do problema crónico da Electra, dos TACV, enfim... O Senhor está aqui... e eu nem queria abordar este assunto... mas já que aqui está... Falei do saneamento básico? Não? Lembrei-me "justo" agora! Um caso vergonhoso de verdadeira ameaça à saúde pública! Como sabe aquele empréstimo do Japão foi por água abaixo, salto lugar!, a Líbia está "cai-não-cai", os nossos habituais benfeitores estão de rastos, outros créditos estão por um fio, pode deixar aqui o CHEQUE? Na minha mão? Outra coisa,o Sr. Presidente Horta, como vive, a modos que na zona, acha que Singapura, onde por sinal estão a ultimar a construção do nosso ferry "Liberdade", poderá entrar com "algum" para o nosso Orçamento? Deus queira! Simples, não é?
 
 
0 #7 Anónimo 2011-07-18 21:59
"...Apenas quero vos recordar que hoje, o balanço geral, mostra que uns poucos têm quase tudo e, somos muitos que não temos quase nada.O Estado de Direito transformou-se em comédia, farsa e tragédia anunciada.Sinto um profundo desprezo pelo sistema político e administrativo vigente, cujo destino será o balde da História.Sabem onde fica Guadalupe?É região ultraperiférica da Europa, quem lá manda, são os que lá estão.Recebem religiosamente as transferências de Paris, vivem bem e em completa paz e harmonia.A mesma coisa, para as Ilhas Virgens britânicas.Quem lá manda, são os que lá estão.Recebem religiosamente as transferências emanadas do nº 10 da Downing Street.Cabo Verde, precipitou-se, hoje estamos entregues a mentecaptos e provincianos, sem Escola,..."
 
 
0 #6 Economista Sénior 2011-07-18 21:50
(D)éfice-(D)ivida-(D)espesa-(D)esemprego
Cabo Verde-Estado e país tem um elevado défice orçamental (quando as receitas dos impostos não chegam para pagar as despesas do Estado) juntamente com um significativo défice externo (isto é, quando as importações são muito mais elevadas do que as exportações). Ou seja, com défices dúplos, nem o Estado tem receitas suficientes nem o país tem como pagar as suas compras ao estrangeiro. (D)éfice-(D)ivida-(D)espesa-(D)esemprego são os problemas que tornam o Estado de Cabo Verde inviável e falivél! Estado de Cabo Verde é sustentado pela APD-Ajuda Pública ao Desenvolvimento a esmola da União Europeia e pelas Remessas de Emigrantes da União Europeia e Estados Unidos da América.
 
 
0 #5 Diplomata Inter-nacional 2011-07-18 21:37
Cabo Verde não conta para nada em ÁFRICA! A SAA-South African Airlines DEIXOU de voar para ilha do Sal, porque Cabo Verde NÃO conta para nada em ÁFRICA. Cabo Verde NÃO é conhecido e reconhecido em ÁFRICA; Os africanos não sabem onde fica Cabo Verde, quando se lhes dizem EU SOU CABOVERDEANO nenhum africano conhece e NUNCA ouviu falar de Cabo Verde; Cabo Verde só têm 500 mil pessoas(que representa uma Junta de freguesia de Benfica, ou condado de Brockton,etc...) o que é uma gota de água no oceano, porque a áfrica subsahriana têm uma DEMOGRAFIA de 600 milhões de pessoas, pelo que Cabo Verde NUNCA poderá competir com a ÁFRICA; Os caboverdeanos não dominam as linguas internacionais de comunicação(Esp anhol,Inglês, Francês) o que faz com que a ÁFRICA(com linguas oficias –inglês-espanhol-francês) esteja sempre mais Informada-formada e comunicável com o mundo do que nôs os caboverdeanos que falamos crioulo e bocejamos com limitações na lingua portuguesa; A áfrica, é um “Continente interligada territorialment e” e Cabo Verde é um Arquipélago com 10 Ilhas isoladas do mundo no Atlântico; Por tudo isto quando oiço os PALHAÇOS do PAICV a compararem e a dizerem que Cabo Verde é o melhor de ÁFRICA, eu fico sempre a rir da ignorância, da mentira, da manipulação, da miopia dos PALHAÇOS do PAICV que Abrem a boca e dizem Cabo Verde é o melhor de ÁFRICA????? Cabo Verde porque somos Ilhas, e só temos 500 mil almas faz com que não tenhamos MERCADO interno e externo, assim nunca vamos conseguir indústrializar e criar riqueza para autosustentarmo s! A única vocação de Cabo Verde é o Turismo! Só que ÁFRICA tem turismo que se farta e conhecido no mundo(Quênia,Áf rica dos Sul,etc...), pelo que Cabo Verde tem concorrência e forte da ÁFRICA no turismo! África, têm Petróleo e Diamanates que os tornam grande potência energêtica mundial e Cabo Verde tem a Electra que não fornece Luz e temos falta de chuva; Cabo Verde Sem Demografia, Sem Economia, Sem Mercado interno e externo, Sem Chuva, Sem Petróleo Etc... é Melhor do que a ÁFRICA??????; O PDM de CABO VERDE NÃO é (País de Desenvolvimento Médio-PDM), mas sim o (PDM-País Dentro de Miséria) porque: Cabo Verde tem Dengue-Epidemia porque existe lixo e sujeira com porcaria por todo lado com falta de higiene e saneamento, têm falta de energia electrica-Luz só de vela, tem falta de água salubre para consumo, tem falta de hospitais para fazer cirurgia e operar doentes, falta de universidades com 5000 docentes universitários Doutorados - acadêmicos e investigadoress , falta de segurança urbana com violência e criminalidade, falta de habitação com bairros clandestinos por todas as rubeiras, etc... e com 150 mil pessoas pobres e com 70 mil cidadãos desempregados e SEM salário minimo nacional com cidadãos a viverem na escravatura em que trabalham grátis sem auferirem um salário minimo nacional; Palhaços do PAICV deixam de manipular e mentir aos caboverdeanos porque o BANCO MUNDIAL e o Fundo Monetário Internacional já publicaram em livro e relatório que Cabo Verde é um território pequeno que vive da esmola da União Europeia e da remessa dos emigrantes mas com boa gente e digna da morabeza crioula. Cabo Verde é de longe MUITO mais conhecido e falado diariamente na EUROPA(Portugal ,Itália,França, Holanda, Luxemburgo,Espa nha, Suiça etc...) por causa dos turistas e dos i-migrantes do que no Senegal, Somália,Quênia etc... em que os africanos não sabem ONDE está localizado as ilhas pequeninas de cabo verde. Paicv deixa de mentir e manipular os caboverdeanos porque Cabo Verde NÃO conta para nada em ÁFRICA..
 
 
0 #4 Diplomata Inter-nacional 2011-07-18 21:34
O pseudo Partido Africano que anda a dizer e a mentir com grosseira manipulação que Cabo Verde é Melhor e o Primeiro em ÁFRICA. Vê lá se pode: O Partido Africano-PAICV a incultir superioridade moral, ética, comportamental, de niveis, de ranking etc... com a ÁFRICA!É porque alguma disfunção estrutural existe neste pseudo Partido Africano que não foi criado em Cabo Verde(caso tivesse sido constituido em solo na terra de Cabo Verde nunca de designaria de Partido Africano) e que chegaram vindos de Conacry lá do mato e imposseram sem eleições LIVRES em 1975 a áfrica aos caboverdeanos e eliminaram a União dos Democratas Caboverdeanos-UDC os Patriótas puros e a União dos Povos das Ilhas de Cabo Verde- UPICV enquanto partidos de CABO VERDE. Vejam só que o próprio Partido Africano o PAICV não acredita na África, ao ponto de discriminarem a ÁFRICA, recorrendo a frases identicas como “Os Melhores Filhos da nossa Terra” para “Cabo Verde os Melhores de África” “Cabo Verde os primeiros de áfrica” o que só nota que o PAICV tem complexos de ÁFRICA e que não é por acaso que o JOÃO BERNARDO VIEIRA deu um pontapé no traseiro da pseudo e indesejada UNIDADE GUINÉ-CABO VERDE e mandou os comunistas-socialistas caboverdeanos PAIGC-CV todos para Cabo Verde com uma mão e outra atráz.E o mais cómico e de chorar a rir é que o PAIGC lá GUINÉ BISSAU continua a usar o nome do Estado Cabo Verde no Partido PAIGC na GUINÉ BISSAU! Digam-me lá se estes sujeitos do Paigc não são incultos e ignorantes em toda a linha????O E(e)stado em que Guiné Bissau se encontra diz tudo quanto a capacidade destes tipos africanos...
 
   

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