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Ulisses Correia e Silva: ‘Não há razão para tanta turbulência em relação ao “post” de Abraão Vicente’

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TARRAFAL, Cabo Verde — O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva , disse hoje que não vê razão para tanta “turbulência” em relação ao “post” do ministro da cultura, Abraão Vicente, pois em nenhum momento foi posto em causa a liberdade de imprensa.

O chefe do Governo respondia assim à imprensa, ao ser abordado sobre a preocupação da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde sobre o “atentado” à liberdade de imprensa, por parte do ministro que tutela a pasta da comunicação social.

“Aquilo que asseguro é que não há nenhum facto que demonstre que o Governo tem alguma intenção ou teve alguma acção que vai contra a liberdade de imprensa, ou contra os jornalistas. Que me apresentem factos e evidencias”, assegurou.

O primeiro-ministro acrescentou ainda que não há razão para tanta “turbulência”, relativamente a um post, e que em nenhum momento foi referido que vai haver despedimentos, assim como foi especulado.

Segundo disse, a grande aposta do Governo é para que a democracia cabo-verdiana se consolide, por isso querem que haja liberdade total, independência e liberdade de expressão e comunicação para que os jornalistas façam o seu trabalho de forma ” tranquila, sem pressão e sem condicionamento”.

Reagindo ao post em apreço que o ministro Abraão Vicente (tutela da Comunicação Social) colocou na rede social Fecebook, a Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), emitiu quinta-feira à tarde um comunicado onde realça que a “liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, o direito à informação e à independência dos Órgãos Públicos de Comunicação Social são princípios constitucionalmente consagrados que constituem pilares centrais do sistema democrático cabo-verdiano”.

“Foi com estupefacção que a Direcção da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) constatou, através de publicações na rede social Facebook, e em declarações à imprensa, que o Sr. Ministro da Cultura e Indústrias Criativas considera ser da sua competência dar orientações directas para a formatação dos conteúdos dos órgãos públicos e supervisionar o trabalho dos profissionais”, sublinha o comunicado.

A AJOC diz que tal citação foi constatada pela leitura do post publicado no dia 1 de Março, no Facebook, referente à cobertura do Carnaval de São Vicente, pela TCV: “O Outro lado do MCIC: RTC Canal público de Comunicação Social! Estamos prontos para levar a todos os cabo-verdianos o grande desfile de Carnaval em directo de Mindelo, garantimos também cobertura com reportagens em todos os outros Municípios!”.

Segundo a direcção da AJOC, Abraão Vicente quando confrontado com as reacções a essa “interferência” nos conteúdos da emissora pública, justificou-se com a existência de um novo modelo de negócios para a RTC, e “reafirmou a sua intenção de gerir directamente a empresa”.

A AJOC, sublinha o comunicado da Associação, não questiona o novo modelo de negócios que o ministro Abraão Vicente pretende implementar, mas entende que não cabem nas competências do ministro as atribuições que relevam das suas declarações e atitudes.

Fonte: Inforpress

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