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Para além de intervir para que a TCV encontrasse patrocinadores para a transmissão dos jogos dos Tubarões Azuis, o apelo de Jorge Carlos Fonseca junto das instituições e dos empresários nacionais e estrangeiros em Cabo Verde superou as expectativas.
Todos responderam positivamente, tendo a Presidência da República arrecadado mais de 10 mil contos.
A Câmara Municipal da Praia juntamente com empresários uniram, respondendo ao apelo de Jorge Carlos Fonseca para apoiar a Selecção Nacional, perante a preocupante situação financeira da selecção demonstrada pelo Presidente da Federação cabo-verdiana de Futebol (FCF), Mário Semedo, no passado mês de Janeiro.
Na sequência, e para além de muitos milhares de contos já arrecadados pela FCF, a Presidência da República recebeu montantes significativos para apoiar a selecção.
O Presidente Fonseca parabeniza e agradece o esforço de todas as instituições, empresários e cidadãos deste país que sempre acreditaram na nossa selecção.
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Presidência da República de Cabo Verde
Assessoria Especial de Imprensa da Presidência da República
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Vejamos um pequeno extrato de um jornal angolano:
não existem patrocinadores de peso nos clubes. A Selecção Nacional foi para o CAN da África do Sul com magros apoios publicitários. O orçamento da Federação Angolana de Futebol também não era nada de especial, mesmo em comparação com os orçamentos de outras selecções africanas.
Os Palancas Negras foram para a prova com todas as virtudes do desporto intactas. E representaram o país dando o melhor que tinham para dar. Mostraram nos três jogos que disputaram, um futebol agradável. Todos os atletas puseram em campo técnica, rigor táctico e grande empenho. Alguns tiveram durante os jogos quebras físicas comprometedoras . O desporto é assim, os homens não são máquinas. Feito o balanço dos três jogos, a minha opinião é esta: a Selecção Nacional teve um desempenho razoável mas os adversários foram melhores.
Lemos e ouvimos por aí que a prestação dos Palancas Negras no CAN foi uma vergonha. A grande vantagem da democracia é que a opinião é tão livre como a asneira. Eu penso que a maior vergonha que se viu no CAN foi a batota no jogo entre Cabo Verde e o Gana. Os Tubarões Azuis foram derrotados por uma equipa de arbitragem que em vez de ajuizar o jogo trabalhou para a organização e para os interesses económicos que gravitam à volta da prova. Ganhar como o Gana ganhou é uma vergonha. Arbitrar um jogo de futebol a pensar nos patrocinadores e outros agentes económicos é não só uma vergonha mas também um crime de lesa-futebol.
A Selecção Nacional conseguiu apurar-se para o CAN. Grandes selecções que conquistaram títulos africanos e já participaram em vários campeonatos do mundo, ficaram em casa. Selecções fortíssimas como a Argélia, Marrocos ou Tunísia, foram mais cedo para casa. A Zâmbia, detentora do título, não conseguiu impor o seu futebol e ficou de fora da fase a eliminar. Vergonha? Não. Os adversários foram melhores. Repito: vergonha foi uma equipa de arbitragem sem categoria ter levado para as meias-finais o Gana, que foi claramente inferior a Cabo Verde. Jogar bem, mal ou assim-assim, não é vergonha. Vergonha é fazer batota. E Angola não fez.
Nha Mano, nhu sta bom na aspersão.
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